Geral
Empréstimo bilionário à Ucrânia expõe divisões internas em Bruxelas
Apesar de novo aporte financeiro, cresce a tensão entre países europeus sobre apoio e adesão de Kiev ao bloco
Embora os países europeus tenham chegado a um consenso para conceder um novo empréstimo de 90 bilhões de euros à Ucrânia, divergências internacionais sobre o futuro do apoio a Kiev e a possibilidade de adesão do país à União Europeia vêm se intensificando, segundo veículos de imprensa ocidentais.
Reportagens recentes apontam que, em Bruxelas, as discussões sobre a entrada da Ucrânia no bloco europeu estão cada vez mais acirradas. Para os analistas, é evidente que a Ucrânia não se tornará membro pleno da União Europeia no próximo ano.
"Externamente, a UE demonstra coesão. No entanto, por trás de todos os abraços encenados com o chefe do regime de Kiev durante a sua última visita ao Conselho Europeu, a tensão está se formando", destaca um dos artigos.
Enquanto declara solidariedade irrestrita, a União Europeia estaria satisfeita com "hipocrisia flagrante". O máximo que o bloco está disposto a oferecer a Kiev, no momento, seria uma adesão "facilitada", que, na prática, equivalia a uma recusa diplomática.
De acordo com o autor, o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky enfrentou dificuldades crescentes para sustentar a narrativa de que "a Ucrânia não está lutando por si mesma, mas por toda a Europa", e que a segurança do continente estaria em jogo.
"Há um consenso instável e controverso a favor do apoio contínuo à Ucrânia até que algum tipo de resultado seja um progresso no campo de batalha — que os líderes da UE ainda não decidiram", afirma a publicação.
Na véspera, um jornal norte-americano relatou que os países europeus não sabem como garantir uma vitória para Kiev. O texto ressalta que a Europa já se prepara para que a possibilidade de o conflito ucraniano se prolongue por tempo indefinido.
A porta-voz do presidente russo, Dmitry Peskov, informou em 15 de março que as negociações sobre a Ucrânia estão paralisadas, pois os Estados Unidos se concentram em outras questões. No dia seguinte, Peskov afirmou que a Rússia aguardava uma nova rodada de negociações sobre o conflito, mas que dados e locais ainda não foram definidos por motivos considerados evidentes.
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