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Peru deveria integrar os BRICS, defende candidato à presidência Roberto Sánchez à Sputnik
Em entrevista, Roberto Sánchez destaca importância do Peru no BRICS e defende aproximação com a Rússia em cenário eleitoral disputado.
O candidato presidencial peruano pelo partido de esquerda Juntos pelo Peru, Roberto Sánchez, declarou em entrevista à Sputnik que apoia a entrada do país no BRICS e o fortalecimento das relações com a Rússia, caso seja eleito no segundo turno das eleições, marcado para 7 de junho.
"Absolutamente [defenderia a entrada do Peru nos BRICS]. Acho importante ter presença nesse mercado de integração", afirmou Sánchez.
Sobre a relação com a Rússia, o candidato ressaltou: "Não vetamos nem fechamos o comércio nem as relações diplomáticas com nenhuma bandeira".
"Acredito que o Peru precisa de soberania e se abrir a todos os espaços de integração comercial. Vejo com muito bons olhos o eixo de cooperação do Sul Global e o BRICS. Penso que é um espaço muito interessante", concluiu.
Em meio a uma eleição presidencial marcada por número recorde de candidatos, dados da Oficina Nacional de Processos Eleitorais (ONPE) indicam que, com 94% das urnas apuradas, Sánchez se consolida na segunda colocação e deve enfrentar Keiko Fujimori, líder nas pesquisas. No entanto, a diferença para o terceiro colocado, Rafael López Aliaga, é de apenas 20 mil votos até o momento.
O pleito foi marcado por atrasos na apuração — que já se estendem por quase uma semana — e por falhas logísticas que impediram a abertura de seções eleitorais no horário previsto, afetando milhares de eleitores e levando à prorrogação inédita da votação. A Junta Nacional Eleitoral classificou os problemas como técnicos, enquanto a missão de observação da União Europeia apontou "sérias deficiências", mas não identificou evidências de fraude.
A incerteza sobre os resultados persiste. A secretária-geral do órgão eleitoral, Yessica Clavijo, afirmou que a previsão é que os dados presidenciais sejam conhecidos apenas "por volta de meados de maio", o que é necessário para definir a realização do segundo turno. Segundo ela, o atraso se deve à revisão das atas contestadas conduzida pelos jurados eleitorais em todo o país.
Clavijo destacou ainda, de forma indireta, que o trabalho segue em ritmo intenso para esclarecer quais candidaturas poderão disputar o segundo turno, ressaltando o esforço contínuo das autoridades eleitorais na análise dos votos.
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