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Departamento de Justiça dos EUA flexibiliza regras para produtos de maconha aprovados pelo FDA

Nova ordem inclui medicamentos e produtos medicinais à base de maconha na Lista III, facilitando pesquisas e acesso a tratamentos.

23/04/2026
Departamento de Justiça dos EUA flexibiliza regras para produtos de maconha aprovados pelo FDA
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DoJ) e a Administração de Combate às Drogas (DEA) anunciaram nesta quinta-feira, 23, a emissão de uma ordem que torna menos restritivos os produtos que contêm maconha aprovados pela Agência Reguladora de Alimentos e Medicamentos dos EUA (FDA, na sigla em inglês), além de produtos de maconha regulamentados por licença estadual para fins medicinais.

A confirmação da medida não impulsionou as ações de empresas do setor, que já haviam registrado ganhos significativos na véspera. Os papéis da Curaleaf recuaram 24%, enquanto os da Canopy Growth caíram 12,7% em Toronto, após forte alta no dia anterior devido à expectativa de reclassificação da droga nos EUA. Já as ações da Tilray Brands tiveram queda de 11,82% na Nasdaq.

Segundo o procurador-geral interino, Todd Blanche, tanto os medicamentos aprovados pela FDA que contêm maconha quanto os produtos medicinais sujeitos a licença estadual qualificada serão incluídos na Lista III, em conformidade com as obrigações dos Estados Unidos perante a Convenção Única sobre Entorpecentes. “Essa ação reconhece a longa tradição de regulamentação da maconha medicinal pelos governos estaduais e a necessidade de uma abordagem sensata para essa realidade”, destacou o comunicado do DoJ.

Blanche acrescentou: “O Departamento de Justiça está cumprindo a promessa do Presidente Trump de ampliar o acesso dos americanos a opções de tratamento médico. Essa reclassificação permite pesquisas sobre a segurança e a eficácia dessa substância, proporcionando, em última análise, melhor atendimento aos pacientes e informações mais confiáveis aos médicos.”