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Conflito com o Irã complica posição de Trump antes das eleições, diz Ekonomim

Jornal turco destaca que ausência de vitória rápida no Irã fragiliza Trump nas vésperas das eleições de meio de mandato nos EUA.

08/03/2026
Conflito com o Irã complica posição de Trump antes das eleições, diz Ekonomim
Donald Trump enfrenta pressão política nos EUA após ataques ao Irã, segundo jornal turco Ekonomim. - Foto: © AP Photo / Alex Brandon

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enfrentou dificuldades políticas às vésperas das eleições de meio de mandato em novembro, em razão do conflito com o Irã, conforme publicado neste domingo (8) o jornal turco Ekonomim.

“A incapacidade de alcançar uma ‘vitória’ rápida no Irã colocou Donald Trump em uma posição extremamente difícil antes das eleições de meio de mandato em novembro”, afirma a publicação.

Segundo o Ekonomim, após a primeira semana de ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, ainda não há um resultado militar claro que possa ser considerado uma vitória. O jornal ressalta que a situação permanece dinâmica e pode se alterar rapidamente, mas os primeiros desdobramentos já impactaram tanto o cenário regional quanto o andamento do conflito.

Uma análise aponta que os ataques enfraqueceram significativamente o sistema de comando militar e político do Irã, enquanto a escalada da destruição aumenta o risco de desestabilização interna e pode agravar a crise política no país.

O jornal também destaca os efeitos sobre outros atores regionais. De acordo com o Ekonomim, os ataques com mísseis do Irã atingiram interesses específicos dos países do Golfo Pérsico e abalaram a confiança no sistema de segurança garantido pelos Estados Unidos. Na Europa, a elevação dos preços do petróleo e do gás natural intensifica a pressão econômica e acirra diferenças políticas entre os países.

Em 28 de fevereiro, Estados Unidos e Israel iniciaram ataques contra alvos em território iraniano, incluindo Teerã, com relatos de destruição e mortes de civis. O Irã respondeu com ataques ao território israelense e às instalações militares norte-americanas no Oriente Médio.

Washington e Tel Aviv justificaram a ofensiva como uma ação preventiva, alegando ameaças do programa nuclear iraniano. Agora, segundo o Ekonomim, ambos já não escondem o desejo de promover uma mudança de governo no Irã.

No primeiro dia dos ataques, o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, foi morto. O país declarou luto nacional de 40 dias.

Por Sputinik Brasil