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Dia da Mulher em SP tem protesto contra feminicídio sob chuva forte e uso de gás de pimenta
Atos na Avenida Paulista reúnem movimentos sociais e parlamentares; confusão leva à intervenção da Guarda Civil Metropolitana
A Avenida Paulista foi palco neste domingo (8) de manifestações marcadas pelo Dia Internacional da Mulher, mesmo sob intensa chuva.
Pela manhã, uma caminhada promovida por parlamentares do Podemos reuniu políticos e familiares de vítimas de feminicídio.
À tarde, sindicatos, movimentos sociais e organizações da sociedade civil se concentraram a partir das 14h no vão livre do Museu de Arte de São Paulo (MASP).
Durante o ato, houve um princípio de confusão causado por dois homens que portavam imagens do ex-presidente Jair Bolsonaro e do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A presença deles gerou reações de manifestantes, com empurrões e troca de ofensas.
A Guarda Civil Metropolitana (GCM) interveio, escoltando os dois homens para fora da manifestação e isolando-os do restante do público. Durante a dispersão, agentes chegaram a utilizar gás de pimenta.
Feminicídio em alta
As manifestações ocorreram em meio ao cenário de aumento recorde de feminicídios em São Paulo, que registrou 270 mulheres assassinadas em 2025, um crescimento de 96,4% em relação a 2021.
Entre as principais pautas do ato estavam o combate ao feminicídio, o fim da escala 6x1 no trabalho e a ampliação de políticas públicas de proteção à mulher.
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