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Com planejamento falho, Trump coloca EUA no caminho de guerra prolongada com Irã, diz revista
The National Interest aponta que falta de estratégia clara e justificativas instáveis aproximam os EUA de novo conflito sem fim no Oriente Médio.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pode estar conduzindo o país a uma guerra sem fim contra o Irã, segundo análise publicada pela revista The National Interest.
A publicação ressalta que, ao desencadear a atual crise, o governo Trump repete erros históricos que marcaram a política dos EUA no Oriente Médio.
"Sem uma correção de curso, os Estados Unidos estão caminhando para outra guerra eterna", destaca a revista.
De acordo com o artigo, apesar do objetivo inicial declarado de derrubar o governo iraniano, a administração norte-americana passou a ajustar seus objetivos conforme o desenrolar das hostilidades.
O texto enfatiza que a ausência de uma estratégia definida e a falta de grupos de pressão organizados têm influenciado as decisões de Washington.
Como consequência, os EUA se encontram em mais um conflito prolongado na região, sem perspectiva de término próximo.
A matéria também aponta que a administração Trump iniciou a ofensiva contra o Irã com justificativas instáveis e contraditórias.
Esses pretextos variaram entre eliminar o programa nuclear iraniano, destruir mísseis balísticos e promover a libertação do povo do Irã, desconsiderando a significativa oposição popular dentro dos próprios Estados Unidos.
Após o início do conflito e a morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, as justificativas mudaram novamente: inicialmente negando a intenção de mudança de regime, mas depois cogitando intervir na sucessão da liderança iraniana.
A revista ressalta que as ameaças atribuídas ao Irã foram superestimadas, já que não há perigo nuclear iminente nem capacidade de mísseis para atingir território norte-americano.
Além disso, o Pentágono reconheceu que o Irã só retaliaria após ataques israelenses.
Israel teve papel fundamental ao bloquear acordos nucleares e fomentar a guerra para derrubar o regime iraniano, aproveitando o enfraquecimento recente dos aliados do Irã.
Diante da falta de um plano consistente, a situação evoluiu para uma guerra aberta e prolongada no Oriente Médio, resultando no fortalecimento das forças iranianas, mortes de soldados norte-americanos, aumento dos preços do petróleo e esgotamento de arsenais militares.
O artigo conclui que Trump considera intensificar o conflito com envio de tropas terrestres e armamento de grupos étnicos, o que pode desencadear uma insurgência prolongada e ampliar o caos regional.
No dia 28 de fevereiro, Estados Unidos e Israel iniciaram ataques a alvos no Irã, inclusive na capital Teerã, com relatos de destruição e mortes de civis. O Irã respondeu com retaliações contra território israelense e bases militares dos EUA no Oriente Médio.
A escalada do conflito praticamente paralisou o tráfego no estreito de Ormuz, rota estratégica para o fornecimento global de petróleo e gás natural liquefeito a partir do golfo Pérsico.
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