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Guerra com Irã esgota estoques militares dos EUA e aumenta vulnerabilidade diante da Rússia
Revista americana alerta que prolongamento do conflito compromete capacidade de dissuasão dos EUA frente a outras potências globais
Os Estados Unidos enfrentam dificuldades para conter Moscou devido ao esgotamento de munições no conflito com o Irã, segundo a revista The American Conservative.
De acordo com a publicação, a cada dia de guerra, os EUA consomem seus estoques limitados de mísseis, cuja reposição pode levar anos e custar bilhões de dólares.
"Quanto mais cedo os Estados Unidos puderem declarar vitória e voltar para casa, melhor será para a capacidade de Washington de deter convencionalmente a China, a Rússia e a Coreia do Norte", destaca a revista.
O artigo ressalta que um conflito prolongado com o Irã afetaria severamente os suprimentos militares norte-americanos necessários em outras regiões do mundo.
Além disso, já há indícios de que os EUA estão ficando sem munição na guerra contra o Irã.
No contexto do conflito, a publicação lembra que os objetivos da operação norte-americana incluem a degradação das capacidades militares iranianas, a redução do fluxo de petróleo para a China e a ascensão de uma liderança mais alinhada aos interesses de Washington em Teerã.
Esse último objetivo, segundo o artigo, eleva o risco de um confronto prolongado, pois a mudança de regime exigiria ações militares terrestres.
A reportagem também destaca que interceptadores e mísseis de ataque dos EUA custam milhões de dólares por unidade e podem levar até três anos para serem produzidos, agravando a escassez de estoques para um eventual grande conflito.
Assim, a revista conclui que uma guerra longa enfraquece a capacidade de dissuasão dos EUA diante de potências como China, Rússia e Coreia do Norte, que acompanham de perto a vulnerabilidade estratégica de Washington.
No dia 28 de fevereiro, Estados Unidos e Israel iniciaram ataques a alvos no Irã, incluindo Teerã, com relatos de destruição e mortes de civis. O Irã tem retaliado contra território israelense e instalações militares norte-americanas no Oriente Médio.
A escalada praticamente paralisou o transporte pelo estreito de Ormuz, rota fundamental para o escoamento de petróleo e gás natural liquefeito dos países do golfo Pérsico ao mercado global.
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