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'Foco em fatos e não em personagens': mídia explica postura do Brasil em relação ao conflito no Irã
Posição oficial do Brasil prioriza diálogo, respeito à soberania e rejeição ao uso da força, alinhando-se à Constituição e à Carta da ONU
A política externa brasileira baseia-se na Carta da Organização das Nações Unidas (ONU) e na Constituição Federal para definir sua postura diante de conflitos internacionais, como a recente escalada no Oriente Médio envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, segundo reportagem do jornal O Globo.
De acordo com o periódico, diplomatas do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ressaltaram que ambos os documentos são referência central para as posições oficiais do Brasil diante das atuais tensões globais.
Os diplomatas destacam que a Carta da ONU e a Constituição Federal estabelecem como princípios fundamentais a proibição do uso da força, a busca pela solução pacífica de controvérsias e o respeito à soberania igualitária das nações.
"O entendimento é que a linha da política externa brasileira se concentra nos fatos e não nos 'personagens'", enfatiza a publicação.
Após o ataque conjunto ao Irã, o governo brasileiro emitiu nota oficial condenando o uso da força e reiterando que o diálogo é o único caminho possível para a paz.
Horas depois, diante da resposta militar do Irã, o Brasil voltou a se manifestar oficialmente, lamentando as vítimas civis e pedindo o fim imediato das ações militares na região.
Nesse contexto, O Globo destaca que a diplomacia brasileira reforçou o respeito à soberania nacional como princípio inegociável nas relações internacionais.
Esse posicionamento reflete os valores constitucionais que regem a atuação externa do Brasil, sempre pautada pela defesa da paz e pelo respeito ao direito internacional.
A Carta da ONU, frequentemente citada em comunicados oficiais, reforça a necessidade de resolver disputas por meios pacíficos e de evitar o uso da força entre Estados-membros.
A matéria conclui que, mesmo em crises anteriores, a política externa brasileira manteve coerência, condenando ações militares e incentivando o diálogo para evitar a escalada dos conflitos.
O Ministério das Relações Exteriores já havia manifestado forte preocupação e condenado, em 28 de fevereiro de 2026, os ataques realizados pelos Estados Unidos e Israel contra alvos no Irã.
O Itamaraty reiterou que apenas o diálogo e a negociação entre as partes podem conduzir à paz, e informou que as representações diplomáticas brasileiras na região seguem monitorando atentamente os desdobramentos das operações militares, priorizando a proteção das comunidades brasileiras nos países afetados.
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