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Trump chama Irã de 'perdedor do Oriente Médio' e ameaça ataques mais duros

Ex-presidente dos EUA sugere ofensiva ampliada contra o Irã após declarações de líder iraniano; conflito entra na segunda semana com ataques e retaliações na região.

07/03/2026
Trump chama Irã de 'perdedor do Oriente Médio' e ameaça ataques mais duros
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado, 7, que o Irã será alvo de ataques “com muita força”. Trump declarou ainda que pode ampliar as declarações e incluir novos alvos em resposta às recentes ações iranianas.

“Hoje o Irã será atingido com muita força!”, publicou Trump em sua plataforma Truth Social.

Segundo Trump, "áreas e grupos de pessoas que não eram considerados como alvos até este momento" estão sob "séria consideração para destruição completa e morte certa", devido ao que chamou de mau comportamento do Irã.

A mensagem veio poucas horas depois do presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmar que o país não se renderá a Israel e aos Estados Unidos. Em discurso transmitido pela televisão estatal, Pezeshkian pediu desculpas aos países vizinhos do Golfo pelas represálias do Irã, ressaltando que Teerã só reagirá caso seja atacado a partir desses territórios.

Trump também comentou sobre o pronunciamento de Pezeshkian, dizendo que o Irã "pediu desculpas e se rendeu a seus vizinhos do Oriente Médio, prometendo que não vai mais atirar neles". Para Trump, essa postura foi resultado do “ataque implacável dos Estados Unidos e de Israel”.

"O Irã não é mais o 'valentão do Oriente Médio', e sim 'O PERDEDOR DO ORIENTE MÉDIO', e continuará sendo por décadas até que se renda ou, mais provavelmente, entre em colapso completo!", escreveu o ex-presidente.

Segunda semana de confrontos

O conflito entre Israel, Estados Unidos e Irã chegou ao oitavo dia neste sábado, marcado para uma nova fase da intervenção israelense contra Teerã e também contra o Hezbollah no Líbano. O Irã reiterou que não renderá aos EUA nem a Israel, mesmo após uma das mais intensas ondas de ataques israelenses desde o início da guerra.

Entre os alvos bombardeados estava uma academia militar, um centro de comando especializado, um depósito de mísseis e o aeroporto internacional de Mehrabad, em Teerã, que sofreu um grande incêndio.

Israel também atacou posições do Hezbollah no sul e leste do Líbano. Segundo o Ministério da Saúde Libanês, 16 pessoas morreram nos ataques deste sábado.

No dia de conflito, Pezeshkian manteve o tom desafiador em relação a Trump, que na sexta-feira havia exigido uma "rendição incondicional" de Teerã para encerrar a guerra. “Os inimigos levarão para o túmulo seu desejo de que o povo iraniano se renda”, declarou o presidente iraniano.

O embaixador do Irã na ONU, Amir Saeid Iravani, reforçou que Washington não terá influência na escolha do próximo líder supremo iraniano, figura com mais poder que o presidente e responsável pelas decisões de política externa. “A escolha da liderança iraniana obedecerá aos nossos procedimentos constitucionais e seguirá apenas a vontade do povo iraniano, sem interferência estrangeira”, afirmou Iravani.

Explosões em Jerusalém

Também neste sábado, sirenes e explosões foram registradas em Jerusalém e em cidades do Golfo como Dubai, Manama e Riade, onde as defesas sauditas interceptaram mísseis direcionados a uma base aérea com militares americanos.

O aeroporto de Dubai, maior centro internacional do mundo, chegou a suspender as operações por alguns minutos, mas retomou parcialmente os voos após a interceptação de projetos iranianos.

A Guarda Revolucionária iraniana afirmou ter atacado com drone um petroleiro que tentava passar a passagem estratégica de acesso ao Golfo Pérsico. (Com agências internacionais)