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Cozinheiro suspeito de dopar e estuprar colegas de trabalho é preso dentro de shopping em SP
Homem, foragido por estupro de vulnerável, foi detido em restaurante onde trabalhava; vítimas relataram ter sido dopadas após expediente.
Alerta: O texto a seguir aborda temas sensíveis como violência contra a mulher, violência doméstica e estupro. Se você se identifica ou conhece alguém que está passando por esse tipo de situação, ligue 180 e denuncie.
Policiais da 5ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) prenderam, na quinta-feira (5), no Shopping Anália Franco, zona leste de São Paulo, um homem forgido pela Justiça por estupro de vulnerável contra duas mulheres.
O suspeito, cuja identidade não foi divulgada, trabalhou como cozinheiro em um dos restaurantes do centro comercial. Ele é investigado por estuprar dois colegas de trabalho em sua residência. Os crimes cometidos no ano passado e uma das vítimas era adolescente na época. A defesa do suspeito não foi localizada pela reportagem.
Em nota, a administração do Shopping Anália Franco afirmou que repudia qualquer tipo de violência, manifestou solidariedade às vítimas e destacou que está colaborando com as autoridades. O restaurante onde o suspeito foi procurado, mas não respondeu até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto para manifestação.
Segundo as investigações, o homem traiu as vítimas para tomar uma bebida após o expediente. Durante o encontro, ele misturou substâncias nas bebidas alcoólicas para dopá-las. Em seguida, levava as mulheres para sua casa, onde, aproveitando-se da vulnerabilidade e inconsciência das vítimas, cometia os abusos.
Em entrevista ao SP1, da TV Globo, a delegada Jaqueline Zajac, da 5ª DDM, relatou que o primeiro caso a chegar ao conhecimento da polícia foi de uma adolescente de 17 anos. De acordo com a delegada, a jovem acordou na casa do suspeito sem roupas, com dores pelo corpo e ainda sob efeito de substância.
“A mãe dela nos procurou relatando que uma filha de 17 anos sofreu violência sexual. Realizamos exames toxicológicos, sexológicos e de corpo de delito para corroborar o relato da vítima”, explicou a delegada. “No decorrer do inquérito, surgiu outra vítima que, ao tomar conhecimento do registo, teve coragem de nos procurar”, acrescentou.
Imagens divulgadas nas redes sociais mostram o suspeito sendo antecipado pelos policiais ainda com o uniforme de trabalho. A prisão ocorreu durante a operação “Mulher Segura 2026”, realizada em diversas regiões do Estado.
Estupro de
O crime de estupro de vulnerável, previsto no Artigo 217-A do Código Penal (Lei nº 12.015/2009), consiste em ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com pessoa menor de 14 anos.
A conjunção carnal é definida como a penetração completa ou parcial do pênis na vagina, enquanto o ato libidinoso refere-se a gestos praticados com o objetivo de satisfazer-se sexualmente, sem penetração.
A pena para quem comete estupro de vulnerabilidade varia de 8 a 15 anos de reclusão, podendo aumentar de 10 a 20 anos em caso de lesões graves, ou de 12 a 30 anos se a vítima morrer.
O Código Penal também prevê a mesma pena para quem praticar o crime contra pessoas incapacitadas de oferecer resistência ou se defender, como em situações de embriaguez ou deficiência intelectual.
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