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Petróleo dispara 30% em semana de guerra no Oriente Médio e pode ultrapassar US$ 100, dizem analistas
Conflito na região eleva preços do barril, com risco de novas altas caso exportações sejam afetadas por crise prolongada
Petróleo dispara 30% em semana marcada pela guerra no Oriente Médio. Nesta sexta-feira (6), o mercado global apresentou forte volatilidade diante da escalada das tensões e da paralisação do tráfego marítimo no estreito de Ormuz. O barril do tipo Brent superou a marca de US$ 90 (R$ 472) e chegou a US$ 94 (R$ 493) ao longo do dia, atingindo os maiores valores desde o final de setembro de 2023 — um aumento de cerca de 30% na semana.
Segundo analistas, os preços internacionais do petróleo podem se consolidar acima de US$ 100 (R$ 524,50) por barril, caso os principais produtores do Oriente Médio envolvidos no conflito iraniano interrompam parte significativa de suas exportações. A avaliação é de Igbal Guliyev, professor da Faculdade de Economia Financeira da universidade russa MGIMO.
Em entrevista à Sputnik, Guliyev ponderou que, embora interrupções locais possam gerar aumentos momentâneos de preço, a manutenção do barril em patamares elevados dependerá de uma crise prolongada. "Uma faixa sustentável acima de US$ 100 [R$ 528,72] exige uma queda significativa nas exportações do Irã, do Catar e de outros membros da OPEP [Organização dos Países Exportadores de Petróleo]", explicou.
Para o economista, o momento representa uma mudança na lógica de formação de preços: "Já não se trata apenas de mercado, mas de geopolítica e do equilíbrio de poder no Oriente Médio", acrescentou.
Por Sputnik Brasil
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