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Ouro encerra em alta impulsionado por tensões no Irã e dados fracos dos EUA
Metal precioso avança diante de cenário geopolítico tenso e enfraquecimento do dólar, mas fecha semana em queda
O ouro fechou em alta nesta sexta-feira, 6, refletindo o aumento da aversão ao risco no cenário internacional, impulsionado pelo conflito envolvendo o Irã e pela divulgação de dados mais fracos do mercado de trabalho dos Estados Unidos. Novas perspectivas para a política monetária do Federal Reserve (Fed) e o enfraquecimento do dólar também avançaram para o avanço do metal precioso.
Na Comex, divisão de metais da Bolsa de Nova York (Nymex), o contrato de ouro para abril encerrou o dia com alta de 1,57%, cotado a US$ 5.158,7 por onça-troy.
A prata para março também registrou valorização, subindo 2,59% e fechando a US$ 84,31 por onça-troy.
Apesar do desempenho positivo de sexta-feira, ambos os metais nesta semana acumularam perdas na semana: o ouro recuperou 3,37% e a prata, 9,03%.
O clima de pessimismo segue predominante nos mercados globais, à medida que o conflito entre EUA, Israel e Irã se aproxima de completar uma semana. Nesta sexta, o presidente norte-americano Donald Trump afirmou que Washington não fará acordo com o Irã e só aceitará sua “rendição incondicional”.
Considerado um ativo de refúgio, o ouro oscilou ao longo da semana em meio às prolongadas e acabou encerrando o período em queda.
Segundo Kevin Wong, analista da Oanda, a principal razão para o nosso não acompanhar o ritmo de alta do petróleo é o recebimento de estagflação. “Esse risco pode colocar em xeque as atuais expectativas de dois cortes nas taxas de juros pelo Fed, o que também implica maior risco de aumento do custo de oportunidade de manter o ouro na carteira, já que ele não gera rendimento de juros”, explica.
O retorno do dólar norte-americano também favoreceu o metal, assim como a queda nos rendimentos dos Treasuries. Nesta sexta-feira, a divulgação dos dados de emprego dos EUA mostrou uma queda nas vagas do payroll em fevereiro, contrariando as expectativas de alta e renovando as preocupações sobre a robustez da economia americana.
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