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Irã alerta que europeus podem virar 'alvos legítimos' se entrarem em guerra
Vice-chanceler iraniano afirma que países europeus sofrerão retaliação caso apoiem ofensiva dos EUA e Israel contra Teerã.
O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Majid Takht-Ravanchi, alertou que os países europeus podem se tornar "alvos legítimos" caso participem de uma explosão militar contra o Irã ao lado dos Estados Unidos e de Israel. Em entrevista à emissora França 24, Takht-Ravanchi afirmou que Teerã já comunicou aos governos europeus sobre as possíveis consequências de um eventual envolvimento no conflito.
“Já informamos os europeus e todos os outros que devem ter cuidado para não se envolverem nessa guerra de agressão contra o Irã”, declarou o diplomata. Segundo ele, se algum país “se juntar à agressão contra o Irã ao lado dos Estados Unidos e de Israel, certamente também será um alvo legítimo para retaliação iraniana”.
O vice-chanceler reiterou que o governo iraniano considerou o conflito uma guerra imposta ao país e garantiu que Teerã continuará a se defender. "Nós não iniciamos esta guerra de agressão. Ela foi imposta a nós e continuaremos a defender nosso povo da melhor forma possível", afirmou.
Takht-Ravanchi também acusou os Estados Unidos de abandonar negociações diplomáticas em andamento sobre o programa nuclear iraniano. Segundo ele, a rodada mais recente de conversas em Genebra havia registrado “progresso significativo” e havia uma expectativa de continuidade da investigação nos dias seguintes.
"Estávamos negociando de boa-fé e fizemos o nosso melhor para chegar a uma conclusão satisfatória. Menos de 48 horas após o fim das conversas, o governo americano, com apoio do regime israelense, iniciou uma agressão contra o Irã", disse o vice-ministro. Ele acrescentou que os Estados Unidos "traíram não apenas o Irã, mas a própria diplomacia" ao lançar ataques enquanto as negociações estavam em curso.
O diplomata reforçou ainda que bases e ativos militares americanos na região são considerados alvos legítimos por Teerã. Segundo Takht-Ravanchi, países vizinhos já foram alertados de que instalações dos EUA em seus territórios poderiam ser atingidas caso Washington participasse de ações militares contra o Irã.
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