Geral

Comissão avalia projeto de 'Times Square paulistana' no centro de São Paulo

Reunião da CPPU discutirá instalação de painéis eletrônicos na icônica esquina das avenidas Ipiranga e São João

06/03/2026
Comissão avalia projeto de 'Times Square paulistana' no centro de São Paulo
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

A Comissão de Proteção à Paisagem Urbana (CPPU) da Prefeitura de São Paulo agendou para a próxima quarta-feira, 11, uma reunião para debater a instalação de painéis eletrônicos na esquina das avenidas Ipiranga e São João, no centro da capital.

Responsável pela aplicação da Lei Cidade Limpa — legislação que, desde 2007, proíbe outdoors e restringe a publicidade e a poluição visual em São Paulo —, a CPPU analisará o projeto chamado oficialmente de "Boulevard São Paulo" , também conhecido como "Times Square paulistana" em referência ao famoso ponto turístico de Nova York (EUA).

A proposta foi apresentada pela empresa A Fábrica de Bares, proprietária do Bar Brahma, estabelecimento tradicional localizado na emblemática esquina paulistana. O projeto já aprovado pelo Conpresp, órgão municipal de preservação do patrimônio, e agora seguirá para avaliação final do CPPU.

Segundo o cronograma da Prefeitura, a instalação dos painéis pode começar já em março, com previsão de conclusão em três a quatro meses, ocupando as empenas de edifícios na região.

A parceria entre a empresa e a Prefeitura terá duração de três anos, com investimento anual de R$ 2 milhões em melhorias urbanas, incluindo a requalificação das praças Júlio de Mesquita e Largo do Paissandu, além do restaurante da Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos. Todos os custos serão reforçados pela companhia.

Nos últimos anos, projetos de lei têm buscado flexibilizar as regras atuais. Em 2023, foi aprovado em primeiro turno na Câmara Municipal um projeto do vereador Rubinho Nunes (União Brasil), que permite a instalação de painéis de LED para criar “Times Squares” em outras regiões da cidade. Para entrar em vigor, o texto ainda precisa passar por uma segunda votação e ser sancionado pelo prefeito.