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Presidente do Fed de Chicago expressa cautela após payroll decepcionante nos EUA
Austan Goolsbee alerta para riscos de estagflação e defende prudência na política de juros diante de dados contraditórios do mercado de trabalho norte-americano.
Austan Goolsbee , presidente do Federal Reserve (Fed) de Chicago, classificou o relatório de emprego dos Estados Unidos (payroll) de fevereiro como “uma grande decepção”. Em entrevista à Bloomberg TV nesta sexta-feira (6), Goolsbee alertou que a reprodução de números semelhantes nos próximos meses será motivo de preocupação. Ele ressaltou que o atual cenário do mercado de trabalho norte-americano é caracterizado por "baixas contratações e baixas demissões".
Sobre o controle da inflação, Goolsbee afirmou manter esperanças de melhora, mas destacou que a inflação não relacionada a tarifas permanece "alarmantemente alta". O dirigente também apontou que choques no preço do petróleo podem levar à estagflação, situação considerada por ele como "o pior cenário possível para os bancos centrais".
Goolsbee lembrou que, historicamente, o aumento do preço da gasolina pode impactar os níveis de confiança do consumidor, fator que merece atenção.
"Diante de incertezas e dados conflitantes, é momento de esperar. O tempo para uma ação sensata continua sendo adiado", ponderou, acrescentando que o Fed poderá retomar cortes de juros até o fim do ano.
Casa Branca considera números da folha de pagamento equilibrados
Também à Bloomberg TV, Kevin Hassett, diretor do Conselho Econômico da Casa Branca, avaliou que é preciso observar a média dos números de emprego, classificando os dados da folha de pagamento como “um empate”. Ele ressaltou que o clima influenciou os resultados de fevereiro.
“Se sofrermos uma média entre janeiro e fevereiro, o crescimento do emprego é compatível com a projeção de alta do Produto Interno Bruto (PIB) entre 3% e 4%”, explicou Hassett.
O representante da Casa Branca comentou ainda que a definição do fim da incerteza causada pelo conflito entre EUA e Irã atinge a carga dos militares, mas afirmou que os esforços no Oriente Médio estão "adiantados no cronograma". “Podem ocorrer flutuações no mercado no curto prazo, mas é importante olhar para o horizonte. Não há problemas sistêmicos nos mercados”, concluiu.
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