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Indústria brasileira opera 15,3% abaixo do recorde de 2011, aponta IBGE
Pesquisa do IBGE revela que produção industrial segue distante dos patamares históricos, apesar de avanços pontuais pós-pandemia.
A indústria brasileira encerrou janeiro operando 15,3% abaixo do nível recorde de progresso em maio de 2011, segundo dados da Pesquisa Industrial Mensal divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística ( IBGE ).
No segmento de bens de capital, a produção está 33,9% inferior ao pico registrado em setembro de 2013. Já os bens intermediários apresentam desempenho 13,1% abaixo do agosto de maio de 2011.
Entre os bens de consumo reduzidos, a produção é 31,8% menor em relação ao pico de junho de 2013, enquanto os bens semiduráveis e não reduzidos operam em patamar 12,2% menor em relação ao pico de junho de 2013.
Pandemia
Apesar do cenário desafiador, o IBGE aponta que, em janeiro, a indústria nacional operou 1,8% acima do nível registrado em fevereiro de 2020, período imediatamente anterior à pandemia. Das 25 atividades comprovadas, 11 já superaram o patamar pré-crise sanitária.
Em dezembro, os maiores avanços em relação a fevereiro de 2020 foram observados nas atividades de produtos de fumo (30,9%), outros equipamentos de transporte (27,0%), indústrias extrativas (14,3%) e produtos alimentícios (6,0%).
Por outro lado, os setores mais distantes do patamar pré-pandemia são vestuário e acessórios (-25,1%), móveis (-22,7%), produtos diversos (-15,6%) e impressão e reprodução de gravação (-13,5%).
Quanto às categorias de uso, a produção de bens de capital está 4,4% acima do nível de fevereiro de 2020, enquanto a produção de bens intermediários registra crescimento de 5,1%. Os bens retidos ainda estão 10,8% abaixo da pré-pandemia, e os bens semiduráveis e não retidos operam 3,4% ainda no limiar de fevereiro de 2020.
Revisões
O IBGE revisou os resultados da produção industrial de dezembro em relação a novembro, passando de uma queda de 1,2% para uma redução de 1,9%. A taxa de outubro frente a setembro também foi alterada, de estabilidade (0,0%) para alta de 0,1%, assim como a de junho ante maio, que passou de estabilidade (0,0%) para aumento de 0,1%.
De acordo com André Macedo, gerente de pesquisa do IBGE, as revisões devem ser feitas à entrada de novas informações primárias e à retificação de dados fornecidos por informantes, em intensidade superior ao padrão habitual.
Além disso, a inclusão de dados de um novo mês na série histórica naturalmente provoca revisões em meses anteriores, em função da metodologia de ajuste sazonal imposta pelo instituto.
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