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PF apura irregularidades na gestão previdenciária do Amazonas

Economia, PF, Operação Sine Consensu, gestão previdenciária, Amazonas

06/03/2026
PF apura irregularidades na gestão previdenciária do Amazonas

A Polícia Federal (PF) revelou, nesta sexta-feira (6), que está investigando as suspeitas de irregularidades na aplicação de recursos financeiros do fundo previdenciário dos servidores públicos do Amazonas , administrado pela Fundação de Previdência do Estado (Amazonprev).

Autorizados pela Justiça Federal, policiais federais realizaram buscas e apreenderam documentos na sede da fundação nesta manhã .

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A Justiça também determinou o imediato afastamento de três servidores da Amazonprev, suspeitos de participação no desvio de milhões de reais do Regime Próprio de Previdência Social do Estado do Amazonas, entre junho e setembro de 2024 .

Segundo a PF, cerca de R$ 390 milhões foram aplicados em letras financeiras de instituições privadas em desacordo com normas de governança e de regras federais aplicáveis ​​aos investimentos de recursos previdenciários . Letras financeiras são títulos de renda emitidos fixas por instituições financeiras com o objetivo de captar recursos de longo prazo, mediante a promessa de maior rentabilidade para os investidores.

De acordo com a PF, foram acusados ​​de irregularidades em procedimentos internos, bem como movimentações financeiras consideradas atípicas . Os manifestantes reunidos durante a apuração inicial embasaram a Operação Sine Consensu , que a PF deflagrou esta manhã, com o apoio do Ministério da Previdência Social.

Gestão temerária

Os investigados são suspeitos de gestão temerária e corrupção . Entre eles estão o ex-gestor de recursos e coordenador do Comitê de Investimentos da Amazonprev, Claudinei Soares; o ex-diretor de Previdência, André Luis Bentes de Souza, e o diretor de Administração e Finanças, Cláudio Marins de Melo. A reportagem da Agência Brasil ainda não conseguiu contato com os suspeitos e segue aberta para receber suas manifestações.

Em nota, a Amazonprev informou que está colaborando com as investigações e que permanece à disposição para prestar todas as informações solicitadas pelos órgãos competentes, com o objetivo de contribuir para o pleno esclarecimento dos fatos.

Sem citar nomes, a fundação informou que um dos três alvos da operação policial desta sexta-feira deixou a carga comissionada e o quadro funcional ainda em 2024 – sem especificar o mês. E que os outros dois servidores pertencentes ao quadro efetivo do órgão já foram afastados de suas funções, conforme determinação judicial.

A Amazonprev afirmou que as aplicações suspeitas não representam riscos para o pagamento dos benefícios de aposentados e pensionistas do estado, pois o Fundo de Previdência do Amazonas apresenta superávit atuarial de R$ 1,7 bilhão, com mais de R$ 11 bilhões em recursos.

“O saldo é suficiente para garantir o pagamento de todas as aposentadorias e pensões do presente e os benefícios futuros dos servidores atualmente na ativa.”