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Impactos da guerra no Oriente Médio já afetam economia brasileira
Conflito traz desafios logísticos para exportações e pode elevar inflação, mas também beneficia setor petrolífero nacional.
A recente escalada do conflito no Oriente Médio já provocou efeitos em setores de segunda-chave da economia brasileira, reportagem do jornal O Globo.
O principal desafio apontado é a exportação de grãos para uma região em conflito. Em 2025, o Irã era o maior comprador do milho brasileiro, tornando a logística de envio de navios para o Oriente Médio um obstáculo crescente. Os custos dessas operações aumentaram significativamente.
Além do frete mais caro em razão de trajetórias mais longos e riscos ampliados, as garantias elevaram os preços dos seguros marítimos, o que impacta diretamente o mercado.
Outro fator de preocupação é a importação de fertilizantes, já que boa parte do insumo utilizado nas culturas brasileiras vem do Oriente Médio. Apesar de os produtores já terem garantidos os insumos para a safra de soja e o plantio do milho, a guerra pressiona os custos das próximas compras.
O artigo também ressalta que, caso o conflito se prolongue e os preços do petróleo continuem subindo, a inflação brasileira tende a ser impactada, mesmo com a distância geográfica. O petróleo, matéria-prima essencial para o agronegócio, transporte e indústria, encarece fretes e produtos diversos, com efeitos rápidos sobre as famílias.
Setores como plásticos, resinas e tintas, que dependem da nafta importada, já registram aumentos nos contratos diários, sem previsão de estabilização.
No entanto, a reportagem destaca que há resultados positivos para o Brasil. O petróleo lidera as exportações nacionais, com 75 milhões de barris vendidos para outros países apenas em janeiro de 2026. O país, sendo exportador e produtor, está relativamente protegido dos efeitos negativos imediatos do conflito. A alta do barril pode aumentar a arrecadação por meio de royalties, participações especiais e impostos.
Esse cenário pode ainda aumentar a entrada de dólares no país e valorizar a imagem do Brasil como potência exportadora de commodities, especialmente o petróleo.
Por outro lado, o The New York Times alerta que os ataques aéreos dos EUA e de Israel ao Irã, bem como as retaliações de Teerã, ampliam riscos para a economia global. Uma guerra prolongada pode provocar fortes aumentos nos custos de energia e na contribuição para a inflação mundial.
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