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Grupo EMS adquire Medley por mais de R$ 3,15 bilhões
Aquisição da farmacêutica especializada em genéricos aguarda aprovação do Cade; EMS prevê manter gestão e marcas independentes.
O Grupo EMS confirmou a aquisição da farmacêutica Medley, referência em medicamentos genéricos, em uma análise avaliada em mais de US$ 600 milhões (aproximadamente R$ 3,15 bilhões). A informação foi antecipada pelo Broadcast, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado. O negócio ainda depende da aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
De acordo com fontes próximas às negociações, a francesa Sanofi, então controladora da Medley, oficializou a EMS como vencedora durante uma teleconferência realizada na manhã desta sexta-feira, 6. Também participaram da disputa as empresas Hypera, a indiana Sun Pharma e a Aché.
O vice-presidente da EMS, Marcus Sanchez, afirmou que a intenção é manter a Medley como uma empresa independente, preservando sua estrutura de gestão, colaboradores e até mesmo patrocínios. "A Medley tem vida própria. Temos total interesse em todos os ativos e colaboradores", destacou o executivo durante a apresentação da aquisição.
Segundo Sanchez, até a aprovação do Cade, o Medley continuará sendo administrado pela Sanofi. O executivo estima que a avaliação do órgão regulador possa levar até um ano, mas acredita em uma análise mais rápida, já que o setor farmacêutico não apresenta alta concentração. “Achamos que podemos ter um retorno positivo ainda este ano”, avaliou.
O vice-presidente destacou ainda que a integração dos ativos deve fortalecer a posição da EMS no mercado, tornando o grupo ainda mais relevante no segmento.
Portfólio
Após a conclusão da compra, a Medley passará a integrar o portfólio do Grupo EMS. Apesar de os portfólios das duas companhias serem mais convergentes do que complementares, Sanchez ressaltou que a preferência dos consumidores por determinadas marcas justifica a manutenção de ambos os nomes.
A aquisição permitirá à EMS ampliar sua participação no mercado de genéricos para cerca de 31%, com a Medley contribuindo entre 7% e 8%. “É importante manter marcas, mesmo que os portfólios sejam mais colidentes do que complementares”, apontou.
O executivo afirmou ainda que a integração possibilitará sinergias de portfólio no curto prazo e operacionais no futuro, inclusive com a transferência de moléculas desenvolvidas para uma nova empresa do grupo.
Sanchez também descartou o fechamento de unidades e informou que a EMS seguirá investindo no aumento da produção, tanto na marca EMS quanto na Medley. Ele lembrou que já foi anunciada uma nova rodada de investimentos na expansão fabril, no valor de R$ 1 bilhão nos próximos anos, com prioridade para Manaus devido aos incentivos fiscais.
As unidades já existentes em outras regiões serão mantidas e detalhadas integradas à estratégia de crescimento do grupo.
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