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FGV corrige: IPC-S registra queda de 0,14% em fevereiro após alta em janeiro

Indicador recua mais do que o esperado pelo mercado e encerra fevereiro com variação negativa; passagem aérea e alimentação puxam índice para baixo.

06/03/2026
FGV corrige: IPC-S registra queda de 0,14% em fevereiro após alta em janeiro
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

A Fundação Getulio Vargas (FGV) corrigiu a variação do Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) referente à quarta quadrissemana de fevereiro. O indicador apresentou queda de 0,14%, e não alta de 0,10% como divulgado anteriormente na segunda-feira, 2. Confira a nota com o dado revisado:

O IPC-S encerrou fevereiro com recuo de 0,14%, após avanço de 0,23% na terceira quadrissemana e alta de 0,59% em janeiro, de acordo com a FGV. No acumulado de 12 meses, o índice registra valorização de 3,23%.

O resultado de fevereiro ficou abaixo do piso das estimativas da pesquisa Projeções Broadcast, que apontou alta de 0,05%. A mediana das projeções era de 0,12% e o teto, 0,20%.

desempenho dos grupos

Quatro dos oito grupos que compõem o IPC-S foram decréscimos na passagem da terceira para a quarta quadrissemana: Educação, Leitura e Recreação (de 0,33% para -2,81%), Transportes (de 0,34% para 0,04%), Alimentação (de 0,13% para 0,07%) e Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,17% para 0,12%).

Por outro lado, Vestuário (de -0,49% para -0,24%) e Comunicação (de 0,02% para 0,05%) ganharam força, enquanto Habitação (0,34%) e Despesas Diversas (0,37%) mantiveram as mesmas taxas da última apuração.

Principais cargas

Entre os itens que mais foram desenvolvidos para a queda do índice destacam-se passagem aérea (de -3,34% para -21,38%), cinema (de -13,21% para -12,90%), gasolina (de 0,13% para -0,49%), desodorante (de -0,24% para -3,43%) e protetores para a pele (de -1,47% para -4,08%).

Na direção oposta, direcionamos especificamente refeições em bares e restaurantes (de 0,85% para 0,77%), aluguel residencial (de 0,60% para 0,62%), plano e seguro de saúde (0,43% para 0,43%), taxa de água e esgoto residencial (de 1,26% para 0,87%) e empregado(a) doméstico(a) (de 0,96% para 0,58%).