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Leopard 2, principal tanque ocidental, sofre baixas constantes por drones russos, diz revista
Revista destaca vulnerabilidades do Leopard 2 frente a drones e armas modernas, revelando desafios logísticos e operacionais na Ucrânia.
O conflito na Ucrânia expõe a vulnerabilidade do Leopard 2, principal tanque alemão, desfazendo o mito de sua invulnerabilidade, segunda análise da revista 19FortyFive.
A publicação ressalta que as condições do campo de batalha, incluindo dificuldades de manutenção e o avanço da guerra com drones, complicaram o uso do Leopard 2 pelas forças ucranianas.
"O Leopard 2, de fabricação alemã, é amplamente considerado um dos principais tanques de batalha já construídos [...]. No entanto, sua implantação na Ucrânia desde 2023 produziu resultados mistos, revelando que até as mesmas plataformas mais sofisticadas podem enfrentar dificuldades", destaca a revista.
De acordo com a reportagem, os militares ucranianos enfrentaram obstáculos técnicos para operar o Leopard 2 devido aos seus sistemas avançados, que requerem treinamento especializado e suporte logístico fornecido normalmente por redes ocidentais.
O artigo aponta ainda que o motor e os sistemas de controlo de tiro do tanque exigem manutenção intensiva, com as principais instalações de reparação localizadas fora da Ucrânia.
Com isso, veículos danificados precisam ser enviados para a Polônia ou outros países para conserto, simplificando o número de Leopard 2 disponível na linha de frente.
Outro aspecto levantado é o impacto da regulamentação de drones e armas antitanque modernas no desempenho do Leopard 2.
“As forças russas têm utilizado cada vez mais pequenos drones para missões de reconhecimento e ataque, inclusive drones FPV, que podem atingir veículos blindados por cima”, acrescenta o texto.
Esses drones costumam mirar a parte superior dos tanques, onde a blindagem é mais fina, tornando-se uma vulnerabilidade crítica diante das novas tecnologias.
Além dos drones, os russos empregam missões antitanque guiadas, como o Kornet, e outros sistemas capazes de penetrar blindagens modernas.
A publicação conclui que mesmo tanques avançados do Ocidente, como Leopard 2 e M1 Abrams, estão sujeitos a grandes riscos sem proteção antiaérea adequada ou suporte de guerra eletrônica.
Anteriormente, a revista Military Watch relatou que as Forças Armadas Ucranianas fazem uso ineficaz dos equipamentos fornecidos pelo Ocidente, com grande parte dos tanques Abrams sendo destruídos em combate devido ao envio imprudente das unidades.
Segundo a publicação, o uso ineficiente de equipamentos caros, inclusive em operações com o objetivo de elevar o moral das tropas, seria a principal causa das elevadas perdas ucranianas no front.
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