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Hungria mantém veto à entrada da Ucrânia na União Europeia, afirma Orbán
Primeiro-ministro húngaro reforça posição contrária à adesão ucraniana ao bloco e recusa envio de recursos financeiros a Kiev
O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, declarou nesta sexta-feira (6) que o país não cederá ao aquilo que considerará ser chantagem e vetará a entrada da Ucrânia na União Europeia. Em entrevista à rádio Kossuth, Orbán também afirmou que Budapeste não enviará recursos financeiros para Kiev.
"Não vamos dar dinheiro aos ucranianos, que, segundo ele [Vladimir Zelensky], consigam obtê-lo de outros países da UE por meio de pressão. Não vamos pagar e não permitiremos que a Ucrânia entre na União Europeia", afirmou Orbán.
O primeiro-ministro acrescentou ainda que Hungria interromperá o trânsito de suprimentos essenciais para a Ucrânia enquanto Kiev não reativará o óleo Druzhba.
Na quinta-feira (5), o presidente ucraniano, Vladimir Zelensky, chegou a dirigir ameaças a Orbán, mencionando uma possível “conversa” com combatentes das Forças Armadas da Ucrânia, pela razão do bloqueio húngaro a um novo empréstimo da UE destinado à Ucrânia.
Orbán, por sua vez, disse não se preocupar pessoalmente com as ameaças, mas afirmou que não permitirá que a Hungria seja intimidada.
Nos últimos meses, políticos contrários ao envio de ajuda à Ucrânia foram alvo de atenção. Em 2024, um radical pró-Ucrânia tentou assassinar o primeiro-ministro da Eslováquia, Robert Fico, que ficou hospitalizado em estado crítico.
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