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Desocupação no Brasil repete menor índice desde 2012; rendimento atinge recorde de R$ 3.652
O poder de compra e a remuneração média dos trabalhadores brasileiros chegou a R$ 3.652, de acordo com os dados da PNAD Contínua Mensal, divulgados nesta quinta-feira (5) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e foi o mais alto da série iniciada em 2012.
Classificado como rendimento dos trabalhos, a taxa subiu 2,8% no trimestre de novembro de 2025 a janeiro de 2026 e de 5,4% no ano. A massa de rendimento real habitual (R$ 370,3 bilhões) também foi recorde segundo o levantamento, com aumento de 2,9% no trimestre (mais R$ 10,5 bilhões) e 7,3% (mais R$ 25,1 bilhões) no ano.
Já população ocupada teve o maior contingente da série, alcançando 102,7 milhões de pessoas mantendo-se estável no trimestre e registrando aumento de 1,7% (mais 1,7 milhões de pessoas) no ano.
O nível da ocupação, que é o percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar, foi de 58,7%, com estabilidade no trimestre (58,8%) e crescendo 0,5 ponto percentual no ano (58,2%).
No mesmo período, o Brasil registrou uma taxa de desocupação de 5,4%, repetindo o patamar de agosto a outubro de 2025, o menor da série histórica.
Cerca de 5,9 milhões de pessoas estavam desocupadas no país no trimestre encerrado em janeiro de 2026, o menor contingente de desocupados desta série, ficando estável frente ao trimestre anterior e registrando redução de 17,1% na comparação anual, o que representa 1,2 milhão de pessoas desocupadas a menos de um ano para o outro.
O levantamento destacou que apesar de no mês de janeiro contingente de trabalhadores ter tendência de redução pela dispensa de temporários, os efeitos favoráveis de novembro e dezembro reduziram o impacto desse movimento sazonal.
A PNAD Contínua Mensal também identificou que a taxa de informalidade na população ocupada foi de 37,5%, o menor desde julho de 2020, e equivale a 38,5 milhões de trabalhadores informais. No trimestre móvel anterior, o percentual estava em 37,8% e no mesmo trimestre de 2024 em 38,4%.
A queda vem ocorrendo desde 2022, com aceleração dessa trajetória a partir de 2023, revela o estudo. No trimestre pesquisado, a retração da taxa foi impulsionada pela queda do emprego sem carteira no setor privado e pela expansão da cobertura de registro no CNPJ dos trabalhadores por conta própria.
Ainda segundo o levantamento, a população desalentada, que desiste de trabalhar após várias tentativas sem sucesso (2,7 milhões) ficou estável no trimestre e teve redução de 15,2% (menos 476 mil pessoas) no ano. O percentual de desalentados foi de 2,4%, com estabilidade no trimestre e queda de 0,4 ponto percentual no ano (2,8%).
Na análise por grupamentos de atividade, ante o trimestre anterior, houve aumento no total de ocupados no setor de Informação, Comunicação e Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas (2,8%, ou mais 365 mil pessoas) e Outros serviços (3,5%, ou mais 185 mil pessoas).
Na comparação anual, cresceram os grupamentos de Informação, Comunicação e Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas (4,4%, mais 561 mil pessoas) e de Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (6,2%, mais 1,1 milhão de pessoas). Houve redução no grupamento de Serviços domésticos (4,2%, ou menos 243 mil pessoas).
A PNAD Contínua é a principal pesquisa sobre a força de trabalho do Brasil e abrange 211 mil domicílios, espalhados por 3.500 municípios, que são visitados a cada trimestre. A próxima divulgação, referente ao trimestre encerrado em fevereiro, será em 27 de março.
Por Sputinik Brasil
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