Geral
Preços do querosene de aviação disparam com efeito de represamento de fluxo em Ormuz
Tensões no Oriente Médio e bloqueio de navios elevam custos do combustível na Ásia e nos EUA
Os preços do querosene de aviação na Ásia registram forte alta diante do temor de escassez de oferta, após recentes ataques dos Estados Unidos ao Irã, que intensificaram a instabilidade nos mercados de energia.
Em Singapura, principal centro asiático para o combustível, os preços de referência dispararam nos últimos dias. Swaps de querosene de aviação estão sendo negociados em torno de US$ 147 por barril, de acordo com dados da LSEG, uma elevação significativa em relação aos cerca de US$ 90 observados no início do inverno no Hemisfério Norte.
Além disso, o diferencial à vista do querosene de aviação em Singapura — o prêmio cobrado por cargueiros físicos sobre os swaps — também aumentou de forma expressiva, indicando uma corrida dos compradores para garantir entregas imediatas.
A valorização não se restringe à Ásia. Nos Estados Unidos, o preço do querosene de aviação no porto de Nova York saltou de aproximadamente US$ 105 por barril em 27 de fevereiro para cerca de US$ 150 nesta semana, segundo dados da OPIS.
O represamento de navios com petróleo bruto e derivados antes do Estreito de Ormuz, rota de cerca de um quinto do petróleo consumido globalmente, agrava o cenário. A maior parte do petróleo retido é do tipo médio e ácido (medium-sour), que gera mais destilados como diesel e querosene de aviação. Caso as refinarias substituam por petróleo mais leve de outras regiões, haverá maior produção de gasolina e menor oferta de querosene de aviação, intensificando a escassez do combustível.
Os mercados de querosene de aviação reagem rapidamente a interrupções de oferta devido aos estoques reduzidos e à necessidade de armazenamento especializado. Neste episódio, outros fatores também contribuem para o agravamento do quadro.
Refinarias asiáticas que dependem do petróleo do Oriente Médio estão reduzindo o processamento ou antecipando paradas para manutenção, diante da incerteza nas entregas, conforme noticiou a Reuters.
No Oriente Médio, a capacidade de refino também está ameaçada. Ataques com drones, no início da semana, forçaram a refinaria Ras Tanura, na Arábia Saudita — com capacidade para processar 550 mil barris por dia — a interromper parte das operações. No Kuwait, uma refinaria também foi atingida, embora autoridades afirmem que ela segue em atividade.
Fonte: Dow Jones Newswires
*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado
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