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Diretora do Fed avalia que ainda é cedo para prever impactos do conflito no Oriente Médio
Michelle Bowman destaca sinais de estabilização no mercado de trabalho dos EUA e observa possíveis efeitos da crise internacional sobre os mercados, especialmente o de energia.
A diretora do Federal Reserve (Fed), Michelle Bowman, afirmou nesta quinta-feira (7), durante evento da Associação de Banqueiros de Nova York, que o mercado de trabalho dos Estados Unidos apresenta alguns sinais de estabilização.
Bowman destacou que apoiou a decisão do Fed de manter as taxas de juros estáveis em janeiro, para avaliar os efeitos dos cortes realizados no ano passado. Segundo ela, há expectativa de que mais sinais de estabilização sejam observados até a próxima reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC), marcada para março.
A diretora também ressaltou que está atenta ao possível impacto do conflito no Oriente Médio sobre os mercados, em especial o de energia. O recente aumento nos preços do petróleo tem levado investidores e economistas a questionarem se essas oscilações podem influenciar a condução da política monetária norte-americana.
"Neste momento, acho que é cedo demais para dizer quais serão os impactos", afirmou Bowman.
O Fed reduziu as taxas de juros três vezes até dezembro do ano passado, em resposta ao enfraquecimento do mercado de trabalho. "Quando estávamos afrouxando a política no ano passado, o objetivo era incentivar o investimento das empresas e, potencialmente, mais contratações", explicou. "Parece que talvez tenha funcionado, já que estamos vendo números melhores do mercado de trabalho."
O relatório de empregos do Departamento do Trabalho, previsto para ser divulgado nesta sexta-feira, deve trazer mais informações sobre o desempenho do mercado de trabalho em fevereiro, após o resultado acima do esperado em janeiro, com a criação de 130 mil empregos. Economistas consultados pelo Wall Street Journal projetam uma expansão mais modesta para o mês passado, de 50 mil postos de trabalho.
Na próxima semana, investidores e economistas também aguardam a divulgação da medida de inflação preferida do Fed, o índice de gastos com consumo pessoal (PCE, na sigla em inglês).
Fonte: Dow Jones Newswires. Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.
Foto: https://depositphotos.com/
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