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Ouro recua com dólar mais forte e tensões no Oriente Médio

Metal precioso sofre queda diante do fortalecimento da moeda americana e incertezas geopolíticas envolvendo o Irã.

05/03/2026
Ouro recua com dólar mais forte e tensões no Oriente Médio
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

O ouro cerrou o pregão desta quinta-feira, 5, em baixa, pressionados pela valorização do dólar americano e pela continuidade do conflito no Oriente Médio, especialmente envolvendo o Irã. O cenário de incerteza econômica nos Estados Unidos contribuiu para a busca de investidores por ativos investidos mais seguros.

Na Comex, divisão de metais da Bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para abril registrou queda de 1,09%, fechando a US$ 5.078,7 por onça-troy. Já a prata para maio recuou 1,20%, cotada a US$ 82,18 por onça-troy.

O metal chegou a iniciar o dia em alta, mas reverteu o movimento no fim da manhã, acompanhando o fortalecimento do dólar e o aumento dos juros dos Tesouros nos Estados Unidos durante o pregão.

De acordo com analistas do Swissquote, a demanda pela moeda norte-americana deve continuar elevada enquanto persistirem as incertezas no Oriente Médio. “O fato do ouro não ter atraído fluxos mais robustos de refúgio seguro sugere que os investidores não enxergam alternativas fundamentadas de proteção”, destacam.

As preocupações com o fornecido de energia seguem alimentando os temores inflacionários nos EUA, enquanto o mercado aguarda a divulgação dos dados de emprego (payroll) nesta sexta-feira, 6, para obter sinais mais claros sobre os passos próximos da política monetária do Federal Reserve (Fed).

O presidente do Fed de Richmond, Tom Barkin, ressaltou nesta quinta-feira que o impacto econômico da guerra no Irã pode influenciar tanto os preços quanto as taxas de juros.

Tradicionalmente, o ouro é visto como proteção contra a inflação no longo prazo, além de se valorizar em ambientes de juros mais baixos.

O conflito no Oriente Médio chegou ao sexto dia, com o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmando que Teerã não solicita cessar-fogo aos EUA ou a Israel. A missão iraniana na ONU classificou como “infundada e absurda” a alegação de que o país teria fechado o Estreito de Ormuz.

Segundo o Axios, o ex-presidente Donald Trump manifestou interesse em participar da escolha do próximo líder do Irã, além de se envolver em questões na Venezuela. O governo americano também iniciou contatos com líderes da minoria curda no Irã para criar uma revolta contra o regime, conforme relatado pelo The Washington Post.