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Motorista de ônibus que transportava romeiros em AL presta depoimento e diz não se lembrar do acidente
Condutor afirma ter perdido a consciência no momento do capotamento que vitimou 16 pessoas; Polícia Civil aponta divergências em relatos e aguarda perícias
O inquérito que apura as circunstâncias do trágico acidente envolvendo um ônibus de romeiros no Sertão de Alagoas avançou esta semana com a oitiva do condutor do veículo. O acidente, ocorrido no dia 3 de fevereiro, na rodovia AL-220, em São José da Tapera, resultou na morte de 16 passageiros e deixou dezenas de feridos, marcando profundamente a comunidade de Coité do Nóia, local de origem da maioria dos fiéis.
Em depoimento prestado à Polícia Civil, o motorista foi questionado sobre a dinâmica da tragédia, mas afirmou categoricamente que não possui lembranças do momento do acidente. Segundo a versão apresentada pelo condutor, ele teria ficado desacordado logo após o capotamento e só recobrado a consciência no dia seguinte, quando já estava hospitalizado.
Contradições e diligências
O trabalho da Polícia Civil ganhou novos contornos após a audição de sobreviventes. A comparação entre os relatos colhidos revelou inconsistências, levando as autoridades a convocar novamente testemunhas que já haviam sido ouvidas anteriormente. O objetivo é sanar as divergências e reconstruir com precisão a dinâmica que levou o ônibus a sair da pista.
Enquanto as oitivas prosseguem, os investigadores mantêm o foco na conclusão dos laudos periciais. O documento técnico é considerado peça-chave para determinar se houve falha humana, mecânica ou problemas na sinalização da rodovia — especificamente no trecho conhecido como “Curva do S”, onde o controle do veículo foi perdido.
Relembrando a tragédia
O grupo de romeiros retornava de Juazeiro do Norte (CE), onde participava da tradicional Romaria de Nossa Senhora das Candeias, quando o acidente ocorreu nas primeiras horas da manhã do dia 3 de fevereiro. O capotamento mobilizou um amplo aparato de resgate, com feridos sendo distribuídos entre o Hospital de Emergência do Agreste, em Arapiraca, e o Hospital Geral do Estado (HGE), em Maceió.
A expectativa da Polícia Civil é que, após a análise do laudo pericial e a conclusão das diligências complementares, o inquérito seja finalizado e remetido ao Poder Judiciário nas próximas semanas.
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