Geral

Sétima condenação: Serial killer de Maceió acumula mais de 175 anos de prisão

O julgamento desta quinta-feira (5) tratou do primeiro crime atribuído a Albino Santos de Lima, ocorrido em 2019; família da vítima desabafa sobre a busca por justiça

Redação 05/03/2026
Sétima condenação: Serial killer de Maceió acumula mais de 175 anos de prisão
- Foto: Arquivo

O Tribunal do Júri de Maceió proferiu, nesta quinta-feira (5), a sétima reportada contra Albino Santos de Lima, réu confesso e principal suspeito de uma série de 18 homicídios na capital alagoana. Desta vez, o julgamento, realizado no Fórum do Barro Duro, condenou o assassino a 22 anos, 5 meses e 15 dias de reclusão pelo assassinato de Genilda Maria da Conceição, de 71 anos.

O crime, homicídio ocorrido em 6 de fevereiro de 2019, é considerado o ponto de partida da cronologia de mortes atribuídas ao acusado. Genilda foi baleada pelas costas no Beco de Zé Miguel enquanto levava o neto, de 11 anos, para a escola. Com este novo veredito, o soma das penas impostas a Albino desde sua prisão, em setembro de 2024, atingiu a marca de 175 anos e 2 meses de cárcere.

A dor e a descrição da família

O julgamento foi marcado por um clima de forte comoção. O filho da vítima, que não teve o nome revelado, lembrou o choque inicial ao receber a notícia. "Inicialmente, falei que era assalto. Quando cheguei ao pronto-socorro, ela já estava morta", relatou.

Para a família, a revelação de que o crime fez parte de uma sequência realizada por um serial killer trouxe um peso ainda maior. "É uma proteção. Mas o que é a Justiça? O Poder Judiciário faz o seu papel, mas quem está morto não volta", desabafou o filho, questionando o sentido das peças diante de uma perda irreparável.

O curso do processo

A autoria do crime foi vinculada a Albino Santos após a descoberta de uma fotografia da vítima salva em seu aparelho celular, apreendida durante as investigações. Em depoimentos anteriores, o réu justificou o assassinato alegando que um idoso teria relação com facções criminosas — uma justificativa que nunca encontrou respaldo nas investigações policiais.

Contudo, durante o júri do juiz Yulli Rotter, da 7ª Vara Criminal, o rei mudou a estratégia de defesa. Albino negou a autoria do crime, sustentando que suas confissões anteriores ocorreram enquanto ele apresentava "delírios". A tese, porém, não convenceu o Conselho de Sentença, que acatou a acusação sustentada pelo promotor de Justiça Antônio Villas Boas.

Histórico de condenações
Desde abril de 2025, o réu enfrenta uma sequência de julgamentos que revelam a extensão de sua atuação criminosa em Maceió:
1º11/04/202537 anos+Barbeiro e outra vítima
2º06/06/202524 anos Mulher trans
3º31/07/202524 anos Ana Clara (criança)
4º04/09/202514 anos Tentativa de homicídio
5º31/10/202527 anos, 1 mês Tâmara Vanessa e outras vítimas
6º13/11/202524 anos, 11 meses Beatriz Henrique e lesão no filho
7º05/03/202622 anos, 5 meses Genilda Maria da Conceição