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Sete passos para sair do CLT e empreender com franquia de consórcios em um mercado que já movimenta mais de R$ 273 bilhões

Busca por autonomia financeira e renda previsível impulsiona profissionais que migraram para modelo estruturado de negócios

Carolina Lara 05/03/2026
Sete passos para sair do CLT e empreender com franquia de consórcios em um mercado que já movimenta mais de R$ 273 bilhões

A migração do regime CLT para o empreendedorismo ganhou tração nos últimos anos, impulsionada pela busca por previsibilidade de renda e maior controle sobre a própria carreira. Em vez de iniciar um negócio do zero, parte desses profissionais tem recorrido ao franchising, setor que faturou R$ 273,083 bilhões em 2024, crescimento nominal de 13,8% em relação ao ano anterior, segundo a Associação Brasileira de Franchising (ABF).

Ao mesmo tempo, o sistema de consórcios segue em trajetória de expansão. Dados da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC) apontam que o setor ultrapassou 5 milhões de cotas comercializadas em 2025 e superou R$ 500 bilhões em créditos disponibilizados, consolidando o mecanismo como instrumento de planejamento financeiro para aquisição de bens e formação de patrimônio.

É nesse encontro entre dois mercados em crescimento que a franquia especializada em consórcios surge como alternativa estruturada de transição profissional.

Segundo Carlos Fuzinelli, CEO e cofundador da FVL Consórcios, a proposta funciona como uma ponte entre estabilidade e autonomia. “Muitos profissionais querem empreender, mas não desejam começar sozinhos. A franquia oferece método validado, treinamento contínuo e acompanhamento estratégico, reduzindo a curva de aprendizado”, afirma.

Fundada em 2019, a FVL estruturou um modelo de franquias voltado exclusivamente ao segmento de consórcios. Segundo a própria companhia, trata-se da única rede formatada exclusivamente nesse nicho no país, com metodologia comercial padronizada, foco consultivo e expansão nacional por meio de presença regional.

Perfil empreendedor é determinante

A transição exige mais do que vontade de empreender. Uma franquia de consórcios demanda disciplina comercial, organização da carteira de clientes e visão consultiva.

O franqueado atua como orientador financeiro, estruturando estratégias de aquisição patrimonial para o cliente.

“Não se trata apenas de vender cotas. É preciso entender planejamento financeiro, metas e relacionamento de longo prazo. O franqueado precisa ter mentalidade comercial e constância na prospecção”, diz Fuzinelli.

Especialistas apontam sete passos para uma transição estruturada

  1. Organizar a vida financeira

Antes de deixar o emprego formal, é fundamental formar reserva de emergência e separar capital de investimento do orçamento pessoal.

  1. Avaliar o perfil empreendedor

Disciplina comercial, gestão de rotina e capacidade de relacionamento são competências essenciais no setor.

  1. Escolher um mercado com demanda comprovada

Com crescimento consistente e recordes de vendas, o sistema de consórcios apresenta expansão acima da média de diversos segmentos financeiros.

  1. Optar por modelo com metodologia validada

Franquias estruturadas reduzem riscos operacionais ao oferecer treinamento, suporte comercial e padronização de processos.

  1. Considerar modelo enxuto de operação

Estruturas em home office diminuem custos fixos e permitem transição gradual, mantendo controle financeiro.

  1. Analisar contrato e regularização

É indispensável verificar se a administradora de consórcios é autorizada pelo Banco Central e analisar a Circular de Oferta de Franquia conforme a Lei de Franquias.

  1. Estabelecer metas e projeções claras

Planejamento financeiro, metas comerciais mensais e acompanhamento de indicadores fortalecem a consolidação do negócio.

No caso da FVL Consórcios, o modelo prevê investimento inicial a partir de R$ 20 mil no formato Home e até R$ 150 mil no modelo,  com ponto físico, com estimativa de retorno entre nove e doze meses e lucratividade média entre 40% e 50%, segundo a empresa.

A companhia projeta alcançar 60 franquias em operação até o fim de 2026 e ultrapassar R$ 1 bilhão em vendas no período.

Para o executivo, a decisão deve ser estratégica. “O mercado está aquecido, mas o resultado depende de método e execução. Quando o profissional une disciplina comercial a um modelo validado, a transição deixa de ser aposta e passa a ser projeto estruturado”, conclui.