Geral

Taxa de informalidade atinge menor patamar desde 2020 e reflete avanço na qualidade do emprego, aponta IBGE

Redução da informalidade não se deve à saída de trabalhadores, mas à melhora nas condições do mercado formal, segundo o Instituto.

05/03/2026
Taxa de informalidade atinge menor patamar desde 2020 e reflete avanço na qualidade do emprego, aponta IBGE
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

A taxa de informalidade no mercado de trabalho brasileiro caiu para 37,5% no trimestre encerrado em janeiro, o menor índice desde o início da pandemia de covid-19, em 2020. O dado, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) , indica uma melhoria significativa na qualidade dos empregos oferecidos no país.

Segundo Adriana Beringuy, coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílios do IBGE, a queda não se deve à exclusão de trabalhadores informais , como ocorreu em 2020, mas sim à expansão das vagas formais. “Essa taxa mais baixa em 2020 é porque o trabalhador informal foi aposentado do mercado de trabalho naquela época”, explicou a pesquisadora.

O menor índice da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) foi de 36,6% no trimestre até junho de 2020. Agora, o cenário é diferente: o emprego formal cresce enquanto o contingente informal diminui .

Em apenas um trimestre, 284 mil pessoas deixaram a informalidade, enquanto o total de vagas no mercado aumentou em 116 mil postos. Na informalidade, houve redução de 177 mil empregos sem carteira assinada no setor privado, 75 mil trabalhadores sem CNPJ e 54 mil trabalhadores por conta própria sem CNPJ. Por outro lado, houve aumento de 15 mil pessoas no trabalho familiar auxiliar e de 6 mil trabalhadores domésticos sem carteira assinada.

No período, a população acelerada na informalidade caiu 0,7%. Em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, o contingente de trabalhadores informais encolheu em 240 mil pessoas, uma redução de 0,6%.