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Desemprego atinge maior nível desde outubro de 2025, mas segue o menor para janeiro desde 2012

Taxa de desocupação sobe para 5,4% no trimestre até janeiro, mas mantém recorde positivo para o mês; massa salarial e rendimento médio também avançam.

05/03/2026
Desemprego atinge maior nível desde outubro de 2025, mas segue o menor para janeiro desde 2012
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

A taxa de desemprego no Brasil cresceu, passando de 5,1% no trimestre encerrado em dezembro para 5,4% no trimestre finalizado em janeiro. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), iniciada em 2012 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Esse resultado representa o índice mais alto desde o trimestre encerrado em outubro de 2025, quando também estava em 5,4%.

Apesar da alta, a taxa de desocupação permanece no menor patamar para trimestres encerrados em janeiro em toda a série histórica da pesquisa, iniciada em 2012.

No mesmo período do ano passado, a taxa de desemprego medida pela Pnad Contínua era de 6,5%.

Massa de quebra atinge novo recorde

A massa de gestão em circulação na economia alcançou patamar recorde no trimestre encerrado em janeiro, somando R$ 370.338 bilhões.

O rendimento médio real dos trabalhadores também atingiu o maior valor da série, chegando a R$ 3,652 no período. Segundo Adriana Beringuy, coordenadora de Pesquisas por Amostras Domiciliares do IBGE, o crescimento contínuo da massa de rendimento ocorre tanto pela ampliação do número de pessoas que trabalham quanto pela melhoria na qualidade das vagas.

"Desde 2023, a massa de rendimento tem variações positivas. O crescimento se dá tanto pelo número de trabalhadores quanto pelo maior contingente de pessoas com rendimentos mais altos. Isso ocorre tanto por vínculos mais derivados, como a carteira assinada, quanto pelo aumento do rendimento entre informais", explicou Beringuy.

O resultado representa um acréscimo de R$ 25,108 bilhões em um ano, alta de 7,3% no trimestre encerrado em janeiro de 2026 em relação ao mesmo período de 2025. Frente ao trimestre encerrado em outubro de 2025, a massa de renda real cresceu 2,9%, com um incremento de R$ 10,527 bilhões.

O rendimento médio dos trabalhadores ocupados teve aumento real de 2,8% em comparação ao trimestre até outubro, R$ 100 a mais. Em relação ao trimestre encerrado em janeiro de 2025, a renda média real subiu 5,4%, um acréscimo de R$ 186.

A renda nominal — antes do desconto da inflação — cresceu 3,5% no trimestre encerrado em janeiro ante o trimestre anterior. Na comparação com janeiro de 2025, a elevação foi de 10,0% na renda média nominal.

Segundo Beringuy, a manutenção de níveis recordes de trabalhadores com carteira assinada no setor privado impulsiona o rendimento também recorde. O mercado de trabalho segue ampliando vagas formais e diminuindo o contingente de informações.

“As principais parcelas da informalidade tenderam a diminuir no trimestre até janeiro”, destacou Beringuy.