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PF prende delegado da Polícia Civil de São Paulo suspeito de corrupção e lavagem de dinheiro

João Eduardo Silva é acusado de receber propina para proteger organização criminosa e dificultar investigações.

05/03/2026
PF prende delegado da Polícia Civil de São Paulo suspeito de corrupção e lavagem de dinheiro
Polícia Federal - Foto: Reprodução / Agência Brasil

O delegado da Polícia Civil de São Paulo, João Eduardo da Silva, foi preso na manhã desta quinta-feira (5) durante a Operação Baazar , deflagrada pela Polícia Federal, pelo Gaeco do Ministério Público e pela Corregedoria da Polícia Civil. Ele é suspeito de receber propina para dificultar investigações e proteger uma rede criminosa que era alvo constante de apurações da corporação.

Os fatos investigados ocorreram entre 2022 e 2023, período em que João Eduardo foi lotado no 16º Distrito Policial, na Vila Clementino. Atualmente, ele atua no 35º DP, na Vila Guarani, zona sul da capital paulista.

De acordo com as investigações, a organização criminosa foi formada por doleiros, operadores financeiros e pessoas com histórico de lavagem de capitais. O grupo atuava de forma articulada para manter as atividades ilícitas e evitar a responsabilização de seus membros.

Para garantir o funcionamento do esquema, foram realizados pagamentos sistemáticos de vantagens indevidas a agentes públicos, além da adoção de estratégias como fraude processual, manipulação de procedimentos investigativos e destruição de provas em inquéritos policiais.

"Os pagamentos visavam que os policiais retardassem ou deixassem de praticar o ato de ofício, obstando o andamento dos inquéritos policiais que apuravam os crimes de competência da Justiça Estadual cometidos pela organização criminosa. É certo que o objetivo dos corruptores foi atingido, já que apesar de seus atos criminosos serem amplamente conhecidos pelos policiais civis responsáveis ​​pelas investigações, jamais se promoveu suas responsabilizações", destacou o juiz Paulo Fernando Deroma De Mello, da 2ª Vara de Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores, na decisão que autorizou as diligências.

No total, foram cumpridos 25 mandados de busca e apreensão, incluindo unidades policiais, além de 11 mandados de prisão e seis mandados de intimação relativos a medidas cautelares diversas da prisão, dirigidos a membros da organização criminosa, advogados e policiais civis.