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Impacto econômico da guerra do Irã ainda é incerto, mas pode pressionar inflação, avalia dirigente do Fed
Tom Barkin, do Federal Reserve de Richmond, alerta que choques nos preços de energia podem afetar inflação nos EUA e o consumo das famílias.
O presidente do Federal Reserve (Fed) de Richmond, Tom Barkin, afirmou que ainda não há claro sobre os impactos econômicos da guerra envolvendo o Irã. No entanto, ele destacou que choques nos preços de energia podem influenciar a inflação e o comportamento do consumidor nos Estados Unidos. Em entrevista à Bloomberg TV nesta quinta-feira, 5, Barkin ressaltou que os aumentos nos preços da gasolina seguem sendo um fator importante para o sentimento das famílias e podem reduzir outros gastos. “Os preços da gasolina ainda importam para o sentimento e deslocamento podem outros tipos de consumo”, afirmou.
Barkin observou que, em tese, choques de curto prazo nos preços de energia tendem a ser temporários. “Os manuais diriam para olhar além de choques de curto prazo”, explicou. Apesar disso, ele reforçou que o Fed acompanhará atentamente a evolução desses efeitos antes de definir qualquer resposta. "O Fed seguirá decidindo juros em reunião. Se os preços da gasolina estiverem mais altos, isso é inflacionário e teremos de decidir por quanto tempo isso vai durar", disse.
O dirigente também avaliou que os dados mais recentes de inflação trouxeram incertezas sobre o progresso do processo desinflacionário. Segundo Barkin, os números recentes “levantam dúvidas sobre se o Fed já terminou sua luta contra a inflação”.
Por outro lado, ele apontou sinais positivos de economia. Barkin destacou que as empresas têm investimentos ampliados em produtividade, o que ajuda a sustentar margens corporativas mesmo diante de pressão como tarifas. “Estamos vendendo empresas investindo em produtividade”, afirmou, observando que um crescimento de produtividade de 2,8% “ainda é um número bastante bom”.
Barkin reiterou que a política monetária segue em território modestamente restritivo, embora a exigência permaneça sólida. Ele também defendeu que o banco central tenha “uma presença menor nos mercados”.
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