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Polícia Civil investiga denúncia de racismo praticado por professor em escola de Maceió

Caso ocorreu no bairro Benedito Bentes; docente teria comparado adolescente de 13 anos a imagem de um macaco durante a aula

Redação 05/03/2026
Polícia Civil investiga denúncia de racismo praticado por professor em escola de Maceió
- Foto: Nano Banana (Google Imagen)

A Polícia Civil de Alagoas (PCAL) deu início a uma investigação rigorosa para apurar um suposto crime de injúria racial e discriminação ocorrido dentro de uma unidade de ensino no bairro Benedito Bentes, na parte alta de Maceió. O caso, que gera indignação na comunidade escolar, envolve um adolescente de apenas 13 anos e um professor da instituição.

A denúncia foi formalizada na última quarta-feira (4) pela Delegacia de Vulneráveis, sob a coordenação da delegada Rebecca Cordeiro. De acordo com as informações oficiais, um Inquérito Policial (IP) já foi instaurado para coletar depoimentos e provas sobre o episódio.

O Relato da Ocorrência

O caso chegou ao conhecimento das autoridades após o pai da vítima registrar o boletim de ocorrência. Em um depoimento emocionante, o genitor relatou que o episódio aconteceu em plena sala de aula. Segundo o relato, um colega do adolescente segurava um caderno que estampava a imagem de um macaco e questionou com quem o animal se parecia.

Neste momento, o professor teria apontado diretamente para o adolescente de 13 anos, afirmando que a imagem se assemelhava a ele. O gesto provocou risadas entre os demais alunos, gerando um profundo constrangimento ao jovem. O pai afirmou à polícia que o filho chegou em casa chorando e extremamente abalado com a situação.

Providências Legais

Diante da gravidade dos fatos, a PCAL trabalha agora na fase de instrução do inquérito. A investigação deve ouvir testemunhas, incluindo outros alunos e funcionários da escola, além do docente acusado, para entender a dinâmica do evento e aplicar as sanções previstas na legislação brasileira para crimes de racismo e injúria racial.

Casos de racismo em ambiente escolar são considerados extremamente sensíveis, pois ferem o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e o direito fundamental a um ambiente de aprendizado seguro e digno. A delegada Rebecca Cordeiro reforça que o Estado atuará com firmeza para garantir que episódios de vulnerabilidade e preconceito não fiquem impunes.