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Jovem esfaqueada mais de 30 vezes no RJ após recusar pedido de namoro recebe alta hospitalar

Alana Anísio Rosa, de 20 anos, deixou o hospital após quase dois meses internada. Suspeito do ataque segue preso preventivamente.

05/03/2026
Jovem esfaqueada mais de 30 vezes no RJ após recusar pedido de namoro recebe alta hospitalar
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

Alana Anísio Rosa, de 20 anos, recebeu alta hospitalar nesta quarta-feira (4) após quase dois meses internada no Hospital de São Gonçalo, no Rio de Janeiro. A jovem foi vítima de uma tentativa de feminicídio em fevereiro, quando foi esfaqueada mais de 30 vezes por um homem após recusar um pedido de namoro.

Segundo a família, o suspeito, Luiz Felipe Sampaio, invadiu a casa de Alana e cometeu o crime em dezembro de 2025, após a recusa dela. Ele está preso preventivamente desde o dia do ataque, acusado de tentativa de feminicídio. A defesa de Sampaio não foi localizada até o momento, mas o espaço segue aberto para manifestação.

Durante a internação, Alana passou por tratamento intensivo, foi submetida a coma induzido e chegou a respirar por aparelhos. A mãe da jovem, Jaderluce Anísio de Oliveira, comemorou a recuperação da filha nas redes sociais: "O dia do renascimento do amor da minha vida. Foram dias de espera e angústias, mas Deus deu a vitória!" , escreveu. Jaderluce vinha compartilhando atualizações sobre o estado de saúde de Alana ao longo das últimas semanas.

Em carta, a equipe médica do hospital agradeceu a confiança da família e afirmou ter sido um privilégio cuidar de Alana, descrito como "educada, estudiosa e cheia de luz". Os profissionais desejavam sucesso ao jovem em sua nova etapa de vida.

A família relata que Sampaio perseguiu Alana, chegando a invadir sua residência. "Ele tentou tirar a vida da minha filha, invadiu a minha casa. Ele não era o namorado dela, eles nunca tiveram nada, ele só cismou com ela" , afirmou Jaderluce em publicação no Instagram, antes da alta médica.

Alana e Sampaio moravam no mesmo bairro de São Gonçalo. Segundo, o suspeito pretendia enviar presentes, mas Alana decidiu qualquer relacionamento familiar, explicando que estava focada em estudos para integração na faculdade de medicina. Mesmo após a recusa, ele continua enviando mensagens até cometer o crime.