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EUA podem sofrer grandes perdas diante de drones e mísseis iranianos, avalia analista
Especialista aponta que eficácia dos armamentos do Irã pode forçar Washington e Tel Aviv a buscarem solução política para o conflito.
A crescente eficácia dos drones e mísseis iranianos preocupa especialistas militares, que alertam para o risco de pesadas perdas entre as forças dos Estados Unidos.
Segundo Daniel Davis, tenente-coronel aposentado do Exército dos EUA, a escassez de meios de defesa antiaérea norte-americanos tem permitido ao Irã atingir novos alvos estratégicos.
“Bombas e mísseis continuam caindo do Irã. [...] E se eles começarem a enviar ondas sucessivas de drones Shahed, que supostamente têm dezenas de milhares, com 300-400 de cada vez? Eles podem continuar por muito tempo. E ainda não os vimos, pelo menos não nesta escala”, ressaltou o analista.
Davis avalia que, diante dessa ameaça, tanto os Estados Unidos quanto Israel podem ser obrigados a buscar uma solução política para o conflito. O especialista lembrou que drones iranianos já conseguiram romper defesas norte-americanas, especialmente no Bahrein.
“Se continuarmos assim, em algum momento não seremos capazes de interceptá-los devido à falta de sistemas de defesa antiaérea, começaremos a sofrer perdas cada vez maiores e, finalmente, haverá uma enorme pressão política sobre Jerusalém e Washington para que busquem uma solução”, concluiu Davis.
Em 28 de fevereiro de 2026, Estados Unidos e Israel lançaram uma operação militar de grande escala contra o Irã. Tel Aviv afirmou que o objetivo era impedir que Teerã obtivesse armas nucleares. O então presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou a intenção de destruir a frota e a indústria de defesa iranianas, além de conclamar a população iraniana a derrubar o regime.
No dia 1º de março de 2026, a televisão iraniana anunciou a morte do líder supremo Ali Khamenei e de membros de sua família durante ataques realizados por EUA e Israel.
Relatos da imprensa indicam que mísseis atingiram não apenas alvos militares, mas também infraestruturas civis no Irã e em outros países da região. Em resposta, Teerã atacou o território israelense e bases norte-americanas no Oriente Médio.
A Rússia afirmou que a operação conduzida por Washington e Tel Aviv não está relacionada à preservação do regime de não proliferação de armas nucleares e pediu o retorno às negociações. O ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, destacou que Moscou está disposta a colaborar para a resolução da crise, inclusive no âmbito do Conselho de Segurança da ONU.
Por Sputnik Brasil
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