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Prefeitura de São Paulo notifica Enel após explosão abrir cratera na Consolação
Secretaria Municipal das Subprefeituras cobra esclarecimentos sobre explosão que abriu buraco na via; Enel e Comgas divergem sobre causas.
A Secretaria Municipal das Subprefeituras (SMSUB) de São Paulo notificou a Enel nesta terça-feira, 3, solicitando explicações e informações detalhadas sobre a explosão registrada na altura do número 2.104 da Rua da Consolação, que resultou na abertura de uma cratera na noite do último domingo, 1º.
Logo após o incidente, equipes da Enel estiveram no local e identificaram a presença de gases inflamáveis em sua galeria subterrânea, mas não conseguiram determinar a origem do problema. Posteriormente, técnicos da Comgas realizaram perícia e descartaram a possibilidade de vazamento na rede de gás natural, conforme informou a SMSUB.
Segundo a secretaria, um relatório técnico preliminar aponta como principal hipótese a explosão causada pelo acúmulo de gases resultantes da queima de materiais isolantes (pirólise) em cabos subterrâneos.
De acordo com o órgão, esse tipo de explosão pode ocorrer em situações de rompimento ou desgaste do isolamento da rede elétrica, o que provoca curto-circuito, superaquecimento dos cabos e liberação de grande quantidade de calor. O calor intenso favorece a formação de gases, que podem se expandir e causar a explosão.
"As altas temperaturas danificam o revestimento do cabo, resultando na liberação de diversos gases inflamáveis, como hidrogênio, metano e etileno, entre outros. Esse processo é conhecido como pirólise", informou a SMSUB em nota.
Para chegar a essa análise, a prefeitura considerou fatores como o aquecimento do solo antes do incidente, o odor de borracha queimada, presença de fumaça escura e cabos queimados da concessionária. A conclusão definitiva da análise depende de informações complementares da empresa responsável.
A Enel, por sua vez, apresentou outra versão. Segundo a distribuidora de energia, não houve curto-circuito e o episódio não está relacionado à rede elétrica, que permanece intacta. A companhia informou ainda que, no local, existem apenas cabos de energia, sem transformadores, e que nenhum cliente teve o fornecimento afetado.
Em resposta ao jornal Estadão, a Enel afirmou que, caso tivesse ocorrido um curto-circuito, haveria falta de energia em algum ponto da região. Mesmo assim, como medida preventiva e de segurança, foi feito o desligamento temporário da energia para apenas um cliente, que segue atendido por gerador.
Na terça-feira, 3, a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) realizou medições na galeria da Rua da Consolação e não encontrou presença de gás.
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