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Governo do Equador declara missão diplomática de Cuba 'persona non grata'
Decisão ocorre em meio a operações militares conjuntas com os EUA e agravamento de tensões regionais.
O governo do Equador declarou, nesta segunda-feira (4), a missão diplomática de Cuba no país como 'persona non grata', incluindo o embaixador cubano Basílio Gutiérrez e integrantes do corpo diplomático, consular e administrativo acreditados em Quito.
De acordo com o anúncio oficial, Gutiérrez e todo o pessoal diplomático cubano têm o prazo de 48 horas para deixar o território equatoriano.
O presidente Daniel Noboa também encerrou as funções de José María Borja como embaixador do Equador em Cuba, por meio de decreto executivo.
O comunicado do governo equatoriano citou o artigo 9º da Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas, que regula o funcionamento das missões diplomáticas entre Estados e permite que um país anfitrião declare membros de uma missão estrangeira como personas non gratas, sem necessidade de justificativa pública imediata.
A medida foi tomada após o início de uma operação militar conjunta entre Equador e Estados Unidos contra "organizações terroristas designadas" no país sul-americano.
Além disso, Noboa instituiu toque de recolher entre 15 e 30 de março nas províncias mais violentas e intensificou operações conjuntas de segurança.
O Equador enfrenta uma escalada de violência nos últimos anos. As tensões regionais aumentaram após o país impor tarifas de até 50% sobre importações da Colômbia.
Desde dezembro, os EUA vêm posicionando tropas e equipamentos — como aviões, drones e radares — para monitorar rotas do crime organizado na região.
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