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Fundação Dorina Nowill para Cegos chega aos 80 anos ampliando legado de inclusão no Brasil

Com novos espaços, homenagem à sua fundadora e ação de prevenção na Avenida Paulista, instituição reforça compromisso com educação, acessibilidade, capacitação, inclusão e autonomia

Assessoria 04/03/2026
Fundação Dorina Nowill para Cegos chega aos 80 anos ampliando legado de inclusão no Brasil
Fundação Dorina Nowill para Cegos chega aos 80 anos ampliando legado de inclusão no Brasil - Foto: Divulgação

São Paulo, março de 2026 – A Fundação Dorina Nowill para Cegos celebra 80 anos de história vivendo um momento de fortalecimento institucional e projeção de futuro. A data marca não apenas a trajetória consolidada da organização, mas também um novo ciclo estratégico, que amplia sua atuação como referência nacional em inclusão, educação, acesso à leitura e promoção da autonomia de pessoas cegas e com baixa visão.

A história da instituição está diretamente ligada à trajetória de Dorina de Gouvêa Nowill, que perdeu a visão aos 17 anos e transformou um desafio pessoal em um movimento de impacto nacional. Determinada a seguir estudando, tornou-se pioneira na defesa da educação inclusiva e do acesso ao livro em braille como ferramenta de emancipação. 

Em 1946, fundou a então Fundação para o Livro do Cego no Brasil, embrião do que viria a se tornar a Fundação Dorina Nowill para Cegos, consolidando um legado histórico na produção de livros acessíveis e na promoção de direitos das pessoas com deficiência visual.

Ao longo de oito décadas, a Fundação Dorina estruturou uma atuação abrangente, que inclui habilitação e reabilitação, produção de livros em braille, áudio e formatos digitais acessíveis, soluções em acessibilidade, voluntariado, cursos e capacitações. Nos últimos anos, foram realizados milhares de atendimentos gratuitos, ampliando o alcance e o impacto social da instituição.

Como marco simbólico deste novo momento, inaugura, em março, seu Centro de Memória, espaço dedicado a preservar documentos, registros e marcos históricos que contam não apenas a trajetória institucional, mas também a história da inclusão e da promoção dos direitos das pessoas com deficiência visual no Brasil. 

Na mesma semana, no Museu da Inclusão, a programação dos 80 anos inclui o talk show “Mulheres que transformam causas: acessibilidade, literatura e inclusão”, realizado durante o III Encontro Nacional da Rede de Leitura Inclusiva, viabilizado pela Lei Rouanet (Pronac 239364 – Fundação Dorina Nowill para Cegos: Celebrando 80 anos de Inclusão no Brasil), com patrocínio de Aché, Bradesco, Faber-Castell, Instituto Rodobens, Kemin e Tenda Atacado. O livro comemorativo dos 80 anos também integra o projeto.

Na data, também acontece a abertura oficial da exposição “Pontos de História”, uma mostra acessível que apresenta, por meio do braille, relatos de pessoas que fizeram parte, de diferentes formas, dessa trajetória de oito décadas.

A celebração dos 80 anos também contempla o lançamento de uma Biblioteca Inclusiva, em abril. A iniciativa leva o nome e homenageia Regina Caldeira, Assessora Institucional Braille da Fundação Dorina e profissional com trajetória dedicada à garantia da qualidade e precisão dos materiais acessíveis produzidos pela instituição. O novo espaço amplia o acesso à leitura em formatos acessíveis e reforça o papel da Fundação Dorina como referência nacional no livro inclusivo. 

Paralelamente, durante o Abril Marrom, que representa um momento de cuidado e conscientização sobre a prevenção da cegueira e a saúde ocular, a Fundação Dorina realiza mais uma edição da ação na Avenida Paulista, promovendo atividades de sensibilização, orientação ao público e distribuição de informações sobre cuidados com a visão e a importância do diagnóstico precoce. A programação inclui também teste de glicemia, alertando para a diabetes — uma das principais causas de cegueira no Brasil e no mundo. A mobilização amplia o alcance da campanha e reforça a relevância da prevenção para toda a sociedade.

“Chegar aos 80 anos é olhar para trás com orgulho do que construímos, mas, principalmente, assumir a responsabilidade de avançar ainda mais. Nosso compromisso é garantir que pessoas cegas e com baixa visão tenham acesso à educação, à informação, ao trabalho e à autonomia plena. Seguimos fortalecendo parcerias, inovando em acessibilidade e ampliando nosso impacto social para as próximas gerações”, afirma Eduardo de Oliveira, Presidente do Conselho Curador da Fundação Dorina Nowill para Cegos.

Sobre a Fundação Dorina Nowill para Cegos

A Fundação Dorina Nowill para Cegos é uma organização sem fins lucrativos e de caráter filantrópico. Há quase 80 anos se dedica à inclusão social de crianças, jovens, adultos e idosos cegos e com baixa visão. A instituição oferece serviços gratuitos e especializados de habilitação e reabilitação, dentre eles orientação e mobilidade e clínica de visão subnormal, além de programas de inclusão educacional e profissional. 

Responsável por um dos maiores parques gráficos braille em capacidade produtiva da América Latina, a Fundação Dorina Nowill para Cegos é referência na produção e distribuição de materiais nos formatos acessíveis braille, áudio, impressão em fonte ampliada e digital acessível, incluindo o envio gratuito de livros para milhares de escolas, bibliotecas e organizações de todo o Brasil. 

A instituição também oferece uma gama de serviços em acessibilidade, como cursos, capacitações customizadas, audiodescrição e consultorias especializadas como acessibilidade arquitetônica e web. Com o apoio fundamental de colaboradores, conselheiros, parceiros, patrocinadores e voluntários, a Fundação Dorina Nowill para Cegos é reconhecida e respeitada pela seriedade de um trabalho que atravessa décadas e busca conferir independência, autonomia e dignidade às pessoas com deficiência visual.