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EUA afirmam que Espanha vai cooperar militarmente na guerra, apesar de críticas de Sánchez
Casa Branca diz que Madri sinalizou disposição para colaborar após pressão de Trump, mesmo após críticas do premiê espanhol à estratégia americana no Oriente Médio.
A secretária de Imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou nesta quarta-feira que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, espera cooperação militar dos aliados europeus na campanha contra o Irã. Segundo ela, a Espanha teria sinalizado disposição para colaborar após pressões de Washington.
De acordo com Leavitt, Madri "ouviu a mensagem de Trump ontem, terça-feira, e concordou em cooperar militarmente", acrescentando que o presidente americano aguarda uma postura semelhante de outros parceiros europeus. "Trump espera que todos os aliados europeus cooperem com os Estados Unidos", afirmou.
As declarações ocorrem em meio a tensões diplomáticas entre Washington e Madri. Mais cedo, o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, criticou duramente a estratégia americana no Oriente Médio e reiterou que seu governo não pretende permitir o uso de bases espanholas para operações contra o Irã.
No campo militar, Leavitt destacou que os ataques retaliatórios de Teerã "diminuíram significativamente" desde o início da ofensiva americana. Ela ressaltou que, apesar da escalada, o envio de tropas terrestres não está previsto neste momento. "Tropas no terreno não fazem parte do plano para a operação no Irã no momento", afirmou.
A porta-voz acrescentou que o futuro do Irã após o conflito já está sendo debatido pela Casa Branca. "O presidente está ativamente debatendo o cenário pós-conflito do Irã", disse.
No setor energético, Leavitt avaliou que a indústria de energia dos Estados Unidos deve se beneficiar das decisões recentes do governo. Segundo ela, o preço do petróleo se estabilizou após Trump anunciar medidas para conter a volatilidade. Ela também informou que o Pentágono e o Departamento de Energia trabalham em um plano para garantir a segurança da navegação no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio global de petróleo.
Leavitt acrescentou ainda que Trump não aprovou um plano para armar forças curdas e afirmou que a economia americana tem condições de resistir a eventuais impactos da guerra. "A economia dos Estados Unidos suportará qualquer efeito temporário decorrente do conflito com o Irã", declarou.
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