Geral
Putin cogita interromper exportação de gás russo à Europa diante de novas restrições
Presidente russo sugere redirecionamento das vendas para outros mercados e critica política energética da União Europeia
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou nesta quarta-feira, 4, que o governo russo pode considerar uma interrupção antecipada das exportações de gás para a Europa, diante das restrições previstas pelo bloco e das mudanças no mercado global de energia.
Em entrevista ao repórter independente Pavel Zarubin, Putin destacou que a União Europeia (UE) pretende impor novas limitações à compra de gás russo nas próximas semanas, incluindo o gás natural liquefeito (GNL), com medidas adicionais previstas até 2027. Diante desse cenário, o presidente sugeriu que Moscou poderia redirecionar suas vendas para outros mercados. “Talvez seja mais vantajoso para interromper nós agora mesmo as entregas para o mercado europeu, ir para os mercados que estão se abrindo e nos consolidar lá”, declarou.
Putin ressaltou, porém, que a ideia ainda não é uma decisão formal, mas um “pensamento em voz alta”. Ele afirmou que solicitará ao governo e às empresas do setor que estudem a possibilidade.
O presidente russo também criticou a política energética europeia, classificando-a como "equivocada" e atribuindo o atual salto nos preços de energia a decisões tomadas pelo bloco ao longo dos anos.
Segundo Putin, a alta do gás na Europa não resulta de uma redução na oferta, mas da dinâmica global de preços, influenciada pelo esforço no Oriente Médio e pelo surgimento de compradores interessados a pagar mais pelo combustível.
Nesse contexto, ele afirmou que fornecedores podem redirecionar cargas para mercados mais lucrativos. "Alguns fornecedores tradicionais do mercado europeu irão naturalmente para onde pagam mais. Isso é negócio", explicou.
Durante a entrevista, Putin também comentou um ataque a um navio transportador de gás russo no Mar Mediterrâneo, classificando o episódio como um "ataque terrorista". Segundo ele, ações desse tipo agravaram a instabilidade nos mercados energéticos globais.
O presidente ainda acusou o governo da Ucrânia de conduzir ações que, segundo ele, acabam prejudicando a própria Europa. “O regime de Kiev está mordendo a mão que o alimenta”, afirmou, acrescentando que Moscou também vê risco de tentativas de sabotagem contra gasodutos como o Blue Stream e o TurkStream.
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