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Último acusado de estupro coletivo em Copacabana se entrega à polícia

Bruno Felipe dos Santos Allegretti, de 18 anos, apresentou-se à delegacia após dias foragido; outros suspeitos já estão presos.

04/03/2026
Último acusado de estupro coletivo em Copacabana se entrega à polícia
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

O último acusado forgido por estupro coletivo de um adolescente em Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro, foi apresentado à polícia nesta quarta-feira, 4. Bruno Felipe dos Santos Allegretti, de 18 anos, compareceu à 54ª Delegacia de Polícia (Belford Roxo) no início da tarde.

Até a publicação desta reportagem, a defesa de Allegretti não havia sido localizada para comentar o caso. O espaço segue aberto para manifestações.

Também nesta quarta-feira, Vitor Hugo Simonin, de 18 anos, apresentou-se à 12ª DP (Copacabana), acompanhado de um advogado.

Na terça-feira, 3, a polícia prendeu outros dois suspeitos do crime ocorrido na noite de 31 de janeiro: Mattheus Verissimo Zoel Martins, 19 anos, e João Gabriel Xavier Bertho, 19 anos. Ambos foram transferidos para o Presídio José Frederico Marques, em Benfica, na zona norte do Rio.

Em nota enviada ao Estadão, a defesa de João Gabriel Xavier Bertho negou “com veemência” a ocorrência de estupro e emboscada, alegando que o réu não possui histórico de violência e que ainda não teve oportunidade de ser ouvido. A reportagem tentou contato com a defesa de demais suspeitos, mas não obteve retorno até o fechamento deste texto.

Os quatro responderam como réus pelo crime de estupro coletivo, agravado pelo fato de ser vítima menor de idade, e também por cárcere privado.

O que acontece

De acordo com o inquérito da 12ª DP (Copacabana), a vítima foi convidada por um colega de escola, adolescente, para ir ao apartamento de um amigo na noite de 31 de janeiro, em Copacabana. A jovem pediu que ela levasse uma amiga, mas a adolescente comparasse sozinha.

No elevador, o rapaz avisou que outros amigos estariam no local, mas a vítima encontrou qualquer tipo de relação com eles. Dentro do apartamento, ela foi levada para um quarto pelo colega e, durante o ato sexual, os outros quatro rapazes entraram no quarto. Segundo o relato, mesmo após pedir para não ser tocada, todos a violentaram.

O adolescente que fez o convite, cuja identidade não foi revelada por ser menor de idade, também é investigado por ato infracional analógico ao crime de estupro. O procedimento referente a ele foi desmembrado e encaminhado para a Vara da Infância e Juventude.