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Projeto une literatura e música para mostrar legado de Langston Hughes, ícone da resistência negra nos EUA

Renato Fernandes 04/03/2026
Projeto une literatura e música para mostrar legado de Langston Hughes, ícone da resistência negra nos EUA

Do Blues à Poesia: A Obra de Langston Hughes celebra o centenário do livro O Blues Macambúzio (The Weary Blues) com show no Centro da Terra e lançamento da edição brasileira. A iniciativa destaca a força da obra de Hughes como marco do Harlem Renaissance e da resistência negra, aproximando jazz, blues e poesia. No palco, músicos e intérpretes exploram a musicalidade dos poemas em um repertório que transita entre o jazz e o blues. Mais do que homenagem, o projeto propõe uma reflexão contemporânea sobre identidade racial, pertencimento e transformação social por meio da arte


Unindo literatura e música, o projeto Do Blues À Poesia: A Obra De Langston Hughes faz homenagem a uma das figuras mais icônicas dos Estados Unidos do início do século 20, uma referência na arte e na resistência negra. A iniciativa traz apresentação do Blues Macambúzio - O Show no sábado, 14 de março, às 20h, no Centro da Terra. Os ingressos estão à venda pela plataforma Sympla. O livro O Blues Macambúzio (The Weary Blues), obra que completa 100 anos em 2026, estará disponível para compra no site da produtora Româ Atômica (https://www.romaatomica.com.br/). É a primeira vez que a publicação ganha uma tradução em português.

The Weary Blues ou O Blues Macambúzio, tradução de Pedro Tomé, é uma coletânea de poemas escrita por Langston Hughes (1901-1967), um dos principais nomes do Harlem Renaissance, movimento cultural e literário que ocorreu em Nova York. A publicação foi uma resposta à discriminação racial e à segregação que os afro-estadunidenses sofriam na época. O livro é importante na história da literatura estadunidense, não apenas como uma obra de arte literária, mas também como um testemunho do poder da música e da cultura negra. Os temas desenvolvidos são a marginalização do trabalho, a solidão, a vida no Harlem, o sonho americano, a noção de pertencimento. 

O show nasce como uma forma de se aventurar nas possibilidades musicais que a obra literária de Langston proporciona, unindo as influências do jazz que predominava no movimento Harlem Renaissance com a cadência poética e fonética de alguns de seus poemas emblemáticos. 

“Langston Hughes foi uma das vozes centrais do Renascimento do Harlem, consolidando uma poética marcada pela musicalidade e pela ruptura com padrões eurocêntricos. Ao valorizar a linguagem cotidiana e afirmar a cultura negra como arte, levou o dia a dia da população negra ao centro da literatura. Sua obra aborda desigualdade e resistência, e permanece atual ao dialogar com os debates raciais contemporâneos e inspirar reflexões sobre identidade, justiça social e ancestralidade”, enfatiza Éder Augusto Marcos, idealizador e diretor musical do projeto.

O repertório conta com faixas como The Weary Blues (O Blues Macambúzio), Harlem Night Club (Clube Noturno do Harlem), Blues Fantasy (Fantasia Blues), Dream Variation (Variação de sonho), Fantasy in Purple (Fantasia em Púrpura) e Danse Africaine (Danse Africaine). No palco, estão Éder Augusto Marcos (Direção Artística e Vocal), Pedro Tomé Castro (Arranjos e Composição Musical; Violão e Guitarra), Negra Vat (Vocal), Vanessa Ferreira (Baixo), Laura Santos (Clarinete), Vênus Garland (Bateria) e João Sirangelo (Teclas e Guitarra).

A apresentação musical vem como um desdobramento da tradução do livro e parte da própria publicação para selecionar poemas que dialogam diretamente com a musicalidade. Entre eles, há textos mais ligados ao universo do blues e aos clubes do Harlem, além de obras como Dream Variation, que propõem reflexões sobre identidade e pertencimento da população negra. A apresentação busca evidenciar as diferenças e aproximações entre jazz e blues, transitando também pelo gospel e pela improvisação, em um percurso sonoro marcado pela fusão de ritmos e pela força poética.

“Acho fundamental que o público brasileiro tenha contato com essa obra, porque, apesar da distância histórica, ela segue absolutamente atual. O projeto cria pontes entre Brasil e Estados Unidos ao refletir sobre identidade racial no campo artístico, aproximando música, literatura e resistência. Ao olhar para nossas semelhanças e diferenças, ampliamos a compreensão da comunidade negra e fortalecemos a arte como ferramenta de transformação social”, finaliza o idealizador.

O show "BLUES MACAMBÚZIO" é uma ação que faz parte do projeto  "DO BLUES À POESIA: A OBRA DE LANGSTON HUGHES" foi contemplado no EDITAL FOMENTO CULTSP – PNAB Nº 39/2024 FOMENTO À ECONOMIA CRIATIVA da Secretaria da Cultura, Economia e Indústrias Criativas do Governo do Estado de São Paulo.

SERVIÇO

Blues Macambúzio - O Show 

Sábado, 14 de março, às 20h

Centro da Terra: R. Piracuama, 19 - Perdizes, São Paulo - SP, 05017-040

Ingressos: R$ 70 (Inteira) e R$ 35 (Meia)

https://www.sympla.com.br/evento/blues-macambuzio-o-show/3312636

The Weary Blues ou O Blues Macambúzio

Páginas: 142

Preço: R$30 (Valor Promocional de lançamento). Depois R$ 65

Venda no https://www.romaatomica.com.br/

FICHA TÉCNICA

DO BLUES À POESIA: A OBRA DE LANGSTON HUGHES

Éder Augusto Marcos (Idealizador, Mediador, Palestrante e Diretor Musical)

Pedro Tomé (Palestrante, Mediador e Tradutor)

João Sirangelo (Músico)

João Raphael Reis (Revisor)

Eloísa Aragão (Revisão do prefácio)

Martha Macruz (Assessoria jurídica)

Bruno Gonçalves (Advogado)

Victor Paula (Diagramação, Identidade Visual e Design Gráfico)

Matheus Jeronimo (Direção de Comunicação)

Amara Hartmann (Idealização e Coordenação de Produção)

Paloma Rodrigues (Idealização e Direção de Produção)

Romã Atômica (Produção)

BLUES MACAMBÚZIO - O SHOW

Negra Vat (Vocal)

Laura Santos (Clarinete e atabaque lé)

Vênus Garland (Bateria)

Vanessa Ferreira (Baixo acústico)

Éder Augusto Marcos (Direção artística e vocal)

Pedro Tomé (Traduções, composições, guitarra slide, violão e agogô)

João Sirangelo (Direção musical, composições, piano, guitarra e atabaque rum)

Felipe Tchaça (Projeto de luz e operação)

Leo Emocija (Operação de som)

Lennin Modesto (Assistente de produção)

Vinícius Prates (Produção Executiva)

Paloma Rodrigues (Direção de produção)

Amara Hartmann (Coordenação de produção)

Uma produção Romã Atômica

Participações especiais

Tami Silveira (Piano)

Banda Cucamonga:

Mesaac Brito (Trompete)

Ricardo Reis (Washboard)

Fernando Thomé (Banjo)

José Renato (Souzafone)

Marcos Lúcio (Clarinete)