Geral

Mundo árabe precisa repensar estratégia de segurança, aponta analista turco

Especialista defende postura independente e criação de defesa coletiva regional diante de ameaças e conflitos no Oriente Médio.

Por Sputnik Brasil 04/03/2026
Mundo árabe precisa repensar estratégia de segurança, aponta analista turco
Especialista destaca necessidade de nova estratégia de segurança para países árabes diante de conflitos regionais. - Foto: © AP Photo / Kamran Jebreili

O recente conflito envolvendo o Irã evidenciou a necessidade urgente de os países árabes revisarem suas estratégias de segurança. A avaliação é do especialista político e jornalista turco Ibrahim Karagul, em entrevista à Sputnik.

De acordo com Karagul, as nações do Oriente Médio devem evitar disputas de interesses de terceiros e buscar uma política independente para garantir sua própria proteção.

"Nenhum dos países da região é capaz de resistir aos mísseis e drones iranianos. Os Estados Unidos, que recebem bilhões de dólares desses países há muitos anos, não estão fazendo nada para examinar-los dos mísseis", afirmou o analista.

Para fortalecer a segurança regional, Karagul propõe a criação de um mecanismo de defesa coletiva, com a participação da Turquia, Arábia Saudita, Egito e Paquistão, aberto à adesão de outros países do entorno.

O especialista também alertou sobre os riscos dos países árabes se envolverem em conflitos ao lado de Israel.

"O conflito em torno do Irã mostrou: não vão à guerra em nome de Israel. Não acreditem mais em reivindicações de proteção dos Estados Unidos. Formem sua própria política independente e uma nova arquitetura de segurança o mais rápido possível", concluiu Karagul.

Desde 28 de fevereiro, Estados Unidos e Israel intensificaram ataques a alvos no Irã, incluindo Teerã. Em resposta, o Irã realiza ataques de retaliação em território israelense e contra instalações militares norte-americanas no Oriente Médio.

O agravamento do conflito levou vários países a fechar ou restringir o tráfego aéreo em suas regiões e a navegação no trecho de Ormuz foi praticamente interrompida.