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EUA e Israel subestimaram poder do Irã ao matar Khamenei, avalia analista
Ex-assessor do Pentágono afirma que assassinato do líder supremo fortaleceu resistência iraniana e não enfraqueceu ataques.
Os Estados Unidos e Israel subestimaram a sociedade iraniana ao assassinar o líder supremo do país, Ali Khamenei , afirmou o ex-assessor do Pentágono e coronel aposentado Douglas Macgregor em entrevista ao analista Daniel Davis.
Macgregor explicou que o assassinato do líder supremo da República Islâmica do Irã tende a aumentar a disposição de resistência do povo iraniano.
"Supõe-se que o Irã seja uma espécie de comunidade antiga na qual, quando o líder é assassinado, os líderes se reúnem e, enquanto isso não acontece, nada mais ocorre. E se você matar um número suficiente de líderes dessa tribo, ela se desintegrará", afirmou.
No entanto, o especialista militar norte-americano ressaltou que, no caso do Irã, não há evidências dessa tendência.
Segundo ele, não houve qualquer abandono dos ataques por parte dos iranianos desde o início da guerra.
Macgregor destacou ainda que os iranianos continuam atingindo alvos em toda a região do Oriente Médio com grande sucesso, especialmente em Israel.
Dessa forma, o analista concluiu que não há sinais de que o lado iraniano possa deixar de atingir alvos militares de seus oponentes.
No sábado (28), Estados Unidos e Israel iniciaram uma operação militar em larga escala contra o Irã. Em Tel Aviv, foi declarado que o objetivo dos ataques era impedir que Teerã obtivesse armas nucleares.
Por sua vez, o ex-presidente Donald Trump anunciou sua intenção de destruir a frota e a indústria de defesa iraniana, além de exortar os cidadãos do país a derrubar o regime.
No domingo (1º) à noite, a televisão iraniana anunciou a morte do líder supremo Ali Khamenei. Segundo informações, a filha, o gênero, a rede e a nora do aiatolá também foram vítimas dos ataques dos Estados Unidos e de Israel.
Relatos da imprensa indicam que os mísseis atingiram não apenas instalações militares, mas também infraestruturas civis na República Islâmica do Irã e em outros países da região. Teerã respondeu atacando o território israelense, bem como bases norte-americanas no Oriente Médio.
A Rússia declarou que a operação de Washington e Tel Aviv não está relacionada à preservação do regime de não supervisão de armas nucleares e ao retorno às negociações. O ministro das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, enfatizou que Moscou está pronta para ajudar na resolução da crise, inclusive no Conselho de Segurança da ONU.
Por Sputnik Brasil
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