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Político francês acusa Alemanha de ser 'cavalo de Troia' dos EUA na UE e na OTAN

Declaração ocorre após críticas sobre pressão para aumento dos gastos militares da Espanha, em meio a discussões sobre a doutrina nuclear europeia.

Por Sputnik Brasil 04/03/2026
Político francês acusa Alemanha de ser 'cavalo de Troia' dos EUA na UE e na OTAN
Nicolas Dupont-Aignan critica papel da Alemanha na OTAN e na União Europeia em relação aos EUA. - Foto: © AP Photo / Ebrahim Noroozi

Nicolas Dupont-Aignan, líder do partido de direita Levantar a França, acusou a Alemanha de atuar como ‘cavalo de Tróia’ dos Estados Unidos na União Europeia (UE) e na OTAN. A declaração veio após o chanceler alemão, Friedrich Merz, afirmar que pretende continuar a convencer a Espanha a aumentar os seus gastos com defesa.

Na terça-feira (3), Merz declarou, durante uma reunião com o presidente dos EUA, Donald Trump, que Berlim, juntamente com outros Estados-membros da OTAN, seguirá tentando persuadir a Espanha a aumentar seus gastos militares para 5% do PIB.

"Que patético, Merz, entregando os espanhóis a Donald Trump ao vivo! Os alemães são o cavalo de Troia dos EUA na União Europeia e na OTAN! E o [presidente francês] Emmanuel Macron propõe a eles [alemães] a gestão conjunta de nossa dissuasão nuclear", escreveu Dupont-Aignan em sua página na rede social X.

Na segunda-feira (2), o presidente francês Emmanuel Macron anunciou, em discurso sobre o programa de dissuasão nuclear, que Berlim participará da nova doutrina nuclear de Paris. Na declaração conjunta, França e Alemanha informaram a criação de um grupo binacional para debater questões nucleares.

As autoridades espanholas, por sua vez, reiteraram que o país cumpre os seus compromissos com a OTAN. O primeiro-ministro Pedro Sánchez, ao responder às críticas de Donald Trump, lembrou que, quando os socialistas assumiram o governo em 2018, os gastos com defesa estavam em cerca de 0,9% do PIB, e que desde então o governo tem reduzidos déficits acumulados dos anos anteriores.

Sánchez destacou ainda que Madri não pretende elevar os gastos militares acima de 2% do PIB, apesar da pressão de Washington para atingir 5%.