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Starmer afirma que Reino Unido reforçará defesa diante de ameaças do Irã, mas descarta envolvimento direto em guerra
Premiê britânico destaca reforço militar e coordenação com aliados, mas diz que ação direta só com base legal clara
O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, afirmou nesta quarta-feira (4) que o governo britânico está adotando medidas para reduzir ameaças relacionadas ao Irã e fortalecer a defesa no Oriente Médio, ao mesmo tempo em que evita envolver diretamente o país na guerra em curso sem base legal clara.
Durante a sessão de perguntas ao primeiro-ministro no Parlamento Britânico, Starmer destacou que Londres tem ações coordenadas com os Estados Unidos e outros aliados para fortalecer a segurança regional, diante do conflito entre EUA e Irã. “Estamos mantendo contato próximo com os Estados Unidos sobre o pré-posicionamento de forças e equipamentos”, afirmou, mencionando o envio antecipado de sistemas de radar, defesa aérea terrestre, equipamentos contra drones e caças F-35.
Segundo o primeiro-ministro, desde a manhã de sábado, diversos F-35 e Typhoons estão em operação não apenas no Oriente Médio, mas também em toda a região de Chipre , como parte do esforço para reforçar a proteção de aliados e cidadãos britânicos. Helicópteros com capacidade antidrones também deverão ser enviados à ilha ainda nesta semana, enquanto o caçador HMS Dragon será deslocado para o Mediterrâneo.
Ao responder ao líder do Partido Conservador, Kemi Badenoch, que pressionou o governo para permitir que a Força Aérea Real (RAF) atacasse posições iranianas, Starmer reiterou que não pretende envolver o país diretamente no conflito sem garantias jurídicas e estratégicas.
“O que eu não estava preparado para fazer no sábado era que o Reino Unido entrasse em uma guerra sem que eu estivesse convencido de que havia uma base legal e um plano viável e bem pensado”, afirmou. "Essa continua sendo a minha posição."
Starmer ressaltou que a prioridade do governo é proteger os cidadãos do Reino Unido e acrescentou que o país também está trabalhando para mitigar possíveis impactos do conflito, como desabastecimento, sobre o mercado de energia.
O primeiro-ministro afirmou ainda que o Reino Unido está reforçando suas defesas internas. "Estamos reabastecendo mísseis de defesa aérea hoje", destacado, sem dar mais detalhes. “Devemos agir com propósito, claro e cabeça fria.”
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