Geral
Réus por estupro coletivo no Rio são investigados por outras denúncias de violência sexual
Novas vítimas relatam crimes semelhantes cometidos pelos mesmos suspeitos em 2023 e 2024; polícia amplia apuração.
Novas denúncias de violência sexual envolvendo os suspeitos do estupro coletivo em Copacabana, no Rio de Janeiro, vieram à tona nesta terça-feira, 3. A Polícia Civil recebeu relatos de vítimas que afirmam terem sido agredidas sexualmente pelos mesmos investigados em casos ocorridos em 2023 e outubro do ano passado. Todos os episódios já estão sob investigação.
Em relação ao crime ocorrido em janeiro de 2024, Mattheus Veríssimo Zoel Martins e João Gabriel Xavier Bertho, ambos de 19 anos, se apresentaram à polícia nesta terça-feira e permanecem presos. Outros dois suspeitos, Bruno Felipe dos Santos Allegretti e Vitor Hugo Oliveira Simonim, seguem foragidos. A reportagem não conseguiu contato com as defesas dos citados.
Um adolescente, também apontado como participante das agressões sexuais, é alvo de representação do Ministério Público. Sua identidade não foi divulgada. Ele teria atraído a vítima, de 17 anos, para um apartamento em Copacabana, onde outros agressores entraram no imóvel e consumaram o estupro. O jovem não foi apreendido e responderá por ato infracional análogo ao estupro, enquanto os quatro adultos respondem por estupro.
Novas denúncias ampliam investigação
Segundo a polícia, uma das vítimas, que sofreu violência em outubro de 2023, tinha 14 anos na época e também foi alvo de estupro coletivo em um apartamento no bairro do Maracanã. As circunstâncias semelhantes ao caso recente surpreenderam os investigadores. "Um relato exatamente igual ao da vítima atual", afirmou o delegado Ângelo Lages, titular da 12ª DP (Copacabana), responsável pelo caso.
De acordo com o delegado, a adolescente já possuía um relacionamento prévio com o mesmo adolescente investigado, que se aproveitou da confiança para atraí-la até um apartamento. Lá, estavam Mattheus — que se entregou nesta terça — e outro suspeito chamado de "Gabriel" pela vítima. A polícia apura se este "Gabriel" seria João Gabriel Xavier Bertho.
A vítima relatou ainda ter sofrido agressões físicas e violência psicológica. "Assim como a vítima de janeiro deste ano", destacou Lages.
O delegado reforçou que a identificação dos envolvidos ainda está em andamento, já que o registro da nova denúncia foi feito entre segunda e terça-feira. "De confirmado, eu tenho o adolescente e o Mattheus", disse Lages.
Terceira denúncia envolve estudante de escola federal
Uma terceira jovem, também menor de idade, relatou ter sido violentada sexualmente em outubro do ano passado durante uma festa entre estudantes. Ela é aluna do Colégio Pedro II, instituição onde, segundo as investigações, estudam os suspeitos. A jovem apontou Vitor Hugo Oliveira Simonim, atualmente foragido, como autor da agressão.
Simonim é filho de José Carlos Costa Simonim, ex-subsecretário de Governança, Compliance e Gestão Administrativa do Governo do Rio, órgão vinculado à Secretaria Estadual de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos. O subsecretário foi exonerado após a divulgação do caso. A reportagem busca contato com o ex-servidor e com a defesa do filho.
O Colégio Pedro II instaurou procedimento administrativo e determinou o afastamento dos quatro suspeitos. Em nota à comunidade escolar, a instituição informou que, em conjunto com a reitoria e sob orientação da procuradoria federal, seguirá com o desligamento dos estudantes.
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