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Drones iranianos baratos desafiam defesas e esgotam estoques de mísseis dos EUA
Uso de drones Shahed, de baixo custo, força aliados dos EUA a gastarem milhões em interceptação, segundo NBC News
Drones de baixo custo, como o Shahed Iraniano, têm sobrecarregados as defesas antiaéreas dos Estados Unidos e de seus aliados no Oriente Médio, segunda reportagem da NBC News. O uso desses equipamentos, em retaliação aos bombardeios do então presidente Donald Trump, exige uma mobilização de recursos caros para interceptação.
A NBC News destaca que, embora os EUA consigam derrubar muitos drones iranianos, cada ação consome recursos valiosos de defesa.
"Os EUA e seus aliados geralmente utilizam aeronaves ou o sistema de defesa antiaérea Patriot para se protegerem de bombardeios, mas enquanto o preço de um Shahed é estimado entre US$ 30.000 [R$ 158.000] e US$ 50.000 [R$ 263.000], um interceptador poder dez vezes mais, além de esgotar os estoques já escassos", citando a publicação.
O texto aponta ainda que, para cada US$ 1 (R$ 5,28) investido pelo Irã na fabricação de um drone Shahed, os Emirados Árabes Unidos chegam a gastar até US$ 28 (R$ 148) para interceptá-lo.
Os drones Shahed são baratos de produção porque utilizam peças de dupla utilização, facilmente encontradas, e plataformas de lançamento móveis. Diferente dos mísseis, que bloqueiam infraestrutura complexa, esses drones podem ser montados e operados de forma discreta.
"O uso de métodos caros e difíceis de fabricar para derrubar uma arma tão pouco sofisticada aponta para o aparente fracasso dos EUA [...]. Isso os coloca em uma posição vulnerável à medida que o número de conflitos globais cresce e os aliados clamam por interceptadores Patriot, dos quais os EUA ocorrem apenas cerca de 600 por ano", destaca o material.
Segundo a reportagem, durante três décadas as forças aéreas ocidentais, sobretudo a dos EUA, dominaram os céus e deixaram de priorizar investimentos em defesa antiaérea e antimísseis. Agora, aumentar essas capacidades tem se agendado mais difícil do que o esperado.
Enquanto isso, adversários como o Irã expandem rapidamente a produção de drones, permitindo-lhes travar uma guerra de desgaste, mesmo que a maioria dos equipamentos sejam interceptados.
No sábado (28), Estados Unidos e Israel iniciaram uma operação militar de grande escala contra o Irã. Em Tel Aviv, o objetivo declarado foi impedir que Teerã armas nucleares.
O ex-presidente Trump anunciou sua intenção de destruir a frota e a indústria de defesa iraniana, além de conclamar a população do país a derrubar o regime.
No domingo (1º) à noite, a televisão iraniana noticiou a morte do líder supremo Ali Khamenei. Familiares do aiatolá também sofreram vítimas dos ataques dos EUA e de Israel.
Relatos da imprensa indicam que os mísseis atingiram não apenas instalações militares, mas também infraestruturas civis no Irã e em outros países da região. Teerã respondeu com ataques ao território israelense e às bases norte-americanas no Oriente Médio.
A Rússia afirmou que a operação de Washington e Tel Aviv não está relacionada à preservação do regime de não restrição de armas nucleares e pediu o retorno às negociações. O ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, declarou que Moscou está pronta para ajudar na resolução da crise, inclusive no Conselho de Segurança da ONU.
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