Geral
Comissão convoca Mauro Vieira para explicar posição do Brasil sobre conflito no Oriente Médio
Chanceler deve prestar esclarecimentos à Câmara após questionamentos sobre notas oficiais do governo Lula acerca da crise no Oriente Médio.
O tom das manifestações do governo brasileiro em notas oficiais sobre a guerra no Oriente Médio gerou questionamentos políticos no Congresso Nacional. O chanceler Mauro Vieira foi convocado para prestar esclarecimentos aos deputados na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara, atualmente sob liderança da oposição. Uma data para a audiência será agendada, e o ministro é obrigado a comparecer.
Nesta terça-feira (3), o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou preocupação com a ampliação do conflito para o Líbano, diante dos confrontos entre Israel e o Hezbollah, milícia xiita apoiada pelo Irã.
Em comunicado divulgado pelo Itamaraty, o governo brasileiro afirmou que "acompanha, com grande preocupação, a extensão do atual conflito no Oriente Médio para o Líbano, com o lançamento de projéteis pelo Hezbollah contra Israel e os ataques israelenses contra o território libanês, incluindo a região de Beirute".
Esta é a terceira nota do governo Lula acerca do conflito na região. O governo condenou o ataque dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, que resultou na morte do líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, destacando que o episódio ocorreu durante um processo de negociação diplomática.
Em seguida, o governo expressou profunda preocupação com a "escalada das hostilidades na região do Golfo", referindo-se aos disparos de mísseis e drones, em retaliação, por parte do Irã contra instalações dos EUA em países árabes. O Brasil apelou pela "interrupção de ações militares ofensivas".
Viagem
A guerra também passou a influenciar a definição dos planos da visita de Lula a Washington. O presidente pretendia realizar a viagem na segunda quinzena deste mês para debater principalmente a relação bilateral com o presidente americano, Donald Trump. No entanto, membros do governo já consideram que a duração do conflito pode comprometer o planejamento da visita.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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